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Educação parental

Todos os dias, novos processos de divórcio e dissolução de união estável aportam na Justiça...

Miralda Dias Dourado de Lavor
Publicado em 19/12/2015 às 18:48Atualizado em 16/12/2022 às 20:49
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Todos os dias, novos processos de divórcio e dissolução de união estável aportam na Justiça, no Brasil e no mundo. Pessoas antes vinculadas por sentimentos, emoções e afeto passam a exercer posições antagônicas, enfrentando-se por meses ou anos em verdadeiras batalhas, esperando o reconhecimento de seus direitos. Não raro, o descortinar do processo revela desejos secretos de vingança, nascidos de frustrações, decepções e mágoas do fim do amor.

Neste contexto, a conturbada fase de reorganização da estrutura familiar pode ser estressante e trazer inúmeros prejuízos aos filhos menores, se estes forem envolvidos no conflito de seus pais. Às vezes, crianças e adolescentes são privados da convivência de um dos pais ou obrigados a tomar partido por um deles. Muitos crescem ouvindo um desqualificar o outro, tomando aversão por um deles. Isso tudo pode gerar o rompimento da família e distanciamento de pais e filhos, com danos irreversíveis e ignorados por muitos genitores.

Para transformar este cenário e a exemplo de outros países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá, o Brasil vem adotando a educação parental como forma de prevenir os malefícios que podem advir de uma ruptura conjugal. Isto se faz em Oficinas de Parentalidade ou Oficinas de Pais e Filhos, onde são repassadas a estes boas práticas parentais, estratégias para enfrentamento desta fase de reorganização familiar e informações sobre os efeitos negativos que os conflitos intensos dos pais geram para os filhos. Também são feitos alguns esclarecimentos sobre guarda, direito de convivência, alimentos, alienação parental e formas de resolução de conflito.

Uberaba já conta com este relevante serviço desde novembro de 2014 e, para participar, basta aceitar o convite da Justiça ou se inscrever pelo telefone 3313-6142 (das 12h30 às 14h30). Cerca de 400 pessoas já se beneficiaram do programa, minimizando os desgastes da ruptura conjugal e favorecendo a manutenção de vínculos afetivos entre pais e filhos.

(*) Promotora de Justiça e Membro da Diretoria do IBDFAM – Núcleo de Uberaba

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