COLUNA DO BALEIA
Por Reginaldo Leite

A equipe italiana conseguiu um resultado marcante. Uma dobradinha da equipe não acontecia desde 2010. Leclerc liderou com sobras, largando da posição de honra, ainda conseguindo a melhor volta. Resultado complet Pole, melhor e vitória e com Sainz Jr ao seu lado no pódio. Numa última dobradinha dos vermelhos, Hamilton também foi terceiro. (Fotos/Reprodução)

Com muita competência e Justiça, Charles Leclerc foi o grande vencedor do GP do Bahrein. Tivemos grandes emoções do inicio até o fim. O monegasco pilotou com muita gana, garra e brilho. As Ferraris estão de volta.
PARALELAMENTE. FIA e a Liberty Media estão rindo de orelha a orelha. Afinal, com o novo regulamento, vimos as cartas serem embaralhadas. Desde 2014, ainda na era Verme Ecclestone, que a Mercedes ganha tudo. A exceção foi a temporada passada, quando Verstappen foi campeão de pilotos. Apesar de a equipe alemã ter levantado a taça de construtores, aquela que as equipes dão maior relevância.
DIVERSIDADE. Há anos não vimos uma verdadeira diversidade no grid. Ainda mais se tirar a Brawn em 2009. Excetuando a dobradinha italiana, a verdade é que essas novas regras nos mostraram fatos inesperados. Ver as duas equipes líderes da última fila da temperada passada se classificando no Q3, e terminar a corrida no top 10, é algo realmente inesperado e assustador para algumas equipes que eram fortes no meio da tabela.
PASSADO. Mc Laren e Alpine já apontaram suas miras para a Haas, alegando para FIA que ela é uma Ferrari branca. Essa história existiu em 2018 e com o fraco desempenho da equipe americana nas temporadas posteriores foi esquecido. Mas recentemente também havia a Mercedes rosa, a Race Point.
CLASSIFICAÇÃO. No sábado vimos uma classificação arrepiante. Ao final do Q1 a ordem foi: Leclerc, Sainz Jr, Max, Bottas e Magnussen, completando o top 5. Lembrando que Max foi o líder nos TL 2 e 3. As Mercedes ocupavam a 9ª e 10ª colocação, Russel e Lewis. Ver a Alfa em 4º e Haas em 5º foi surreal, porém era apenas o Q1. Outro lance estranho desse Q1, os últimos lugares foram de carros que utilizavam UP da Mercedes.
Q2. Ao término da segunda fase de classificação, já vimos as Mercedes melhorando. Max foi o melhor, seguido de Sainz Jr, Leclerc, Perez e Lewis, completando o Top 5. Russel, Magnussen, Alonso, Gasly e Bottas completaram os 10 que disputariam a classificação. Magnussen e Bottas continuam tirando o sono das casas de apostas.
Q3. Na última fase vimos um Leclerc voador. Ele realizou sua última volta em 1min30s558 e não foi superado por ninguém. Com uma vantagem de 0s123, deixou Max e seus torcedores sem REAÇÃO. Max superou Sainz por apenas 0s006. Esse resultado de Leclerc também calou uma boa parcela da mídia especializada, que cravava Max como o favorito desde o último treino da pré-temporada. Bottas e Magnussen fizeram a festa. Verstappen bateu Sainz por 0s006. Haas e Alfa Romeu entre os dez; Mc Laren, Aston Martin e Williams de fora, sendo as três equipes clientes da Mercedes.
A CORRIDA
A corrida foi emocionante do começo ao fim. Leclerc saiu da pole e manteve a P1, com Max em seu encalço. Entretanto, o monegasco foi conseguindo abrir do oponente. A ótima posição de largada de Bottas deixou de existir ao apagar das luzes. Ele largou mal e perdeu muitas posições. A Alfa de Zhou também largou mal. A Alfa Romeu é o único de 2022 que esta no peso mínimo. Os demais precisam de uma dieta. Tarefa que pode acontecer no decorrer do ano.
PARADA. Na volta 15, já com 3,5 segundos de desvantagem, Max realiza sua primeira troca de pneus, saindo novamente com os macios. Sainz Jr, o terceiro, também parou em seguida. Nesse momento, Magnussen era e 10º e Bottas 17º, ambos já com pneus novos.
ATAQUE SURPRESA. A Ferrari chamou Leclerc na volta seguinte para evitar o Handercut. E quando Leclerc saiu dos boxes viu Max há poucos metros dele e com os pneus em melhores condições. Leclerc resistiu no decorrer da volta, mas após três zonas de DRS nos metros iniciais da volta 17, Max atacou por dentro ao final da reta principal. O piloto da Ferrari até tentou se defender com uma leve manobra à sua direita, no entanto a velocidade do oponente, com o auxílio da asa aberta, foi muito maior, e Max ultrapassou.
ÊXTASE. Começou aí um duelo que só terminaria na volta 19. Um ultrapassava e o outro respondia em sequência. Uma situação muito diferente da que estávamos acostumados. Um piloto dando o espaço legal para o outro sem sujeira de ambas as partes. Após esse ótimo embate, o piloto vermelho começou a abrir não dando chances para piloto o taurino, que se esforçava para acompanhar o ritmo imposto. Somente essas cenas já valeram o ingresso.
TENTANDO. Na volta 30, Max, com mais de 5 segundos de atraso para Leclerc, é chamado para sua segunda troca. Os vermelhos reagiram e pararam na volta seguinte. Desta feita, Max diminui a diferença, mas não sem condições de atacar Leclerc. Enquanto isso, Bottas continua sua escalada após a péssima largada e Magnussen ocupa a sétima posiçao.
ARRISCANDO. Há treze voltas do final, Max e Perez pararam novamente e saíram calçados de macios. Nesse momento, Leclerc, de médios, acumulava uma vantagem de 27 segundos para Max. E a Ferrari não reagiu como das vezes anteriores, pois eram 27 segundos de vantagem quando ainda restavam apenas 13 voltas. Uma ultrapassagem matematicamente impossível pela lógica.
COINCIDÊNCIA QUENTE. Na volta seguinte, Max relata no rádio que a direção de seu carro não estava normal. Ao mesmo tempo, já não via a Ferrari no visual. Uma volta depois, Gasly encosta seu carro em chamas próximo a um ponto de extração. No mesmo lugar em que Grosjean quase virou churrasco em 2020. Logo é acionado o Safety Car virtual e já na sequencia o Safety Car normal. Nesse ínterim, vários pilotos vão aos boxes para calçar os macios; Leclerc foi um deles. E Max continua a dizer no radio que tinha problemas.
A seis voltas do final, a corrida recomeça. Leclerc mantém a ponta e Max é assediado por Sainz Jr., que logo o supera. Momentos após Max se dirige aos boxes. Perez vem em terceiro, com Lewis em seu encalço. No início da última volta Perez roda na curva um. Sofreu uma pane seca. A corrida termina com Leclerc seguido de Sainz Jr. e Lewis em terceiro, sendo assim uma ótima colocação para quem largou sem muitas perspectivas para essa corrida. Russell fecha em quinto. E a equipe taurina saiu do Bahrein zerada em pontos. Uma senhora zebra.
* Magnussen terminou em quinto, e Bottas, numa ótima corrida de recuperação, foi sexto. Já Zhou Guanyu marcou ponto em sua estreia. Enfim é uma nova era. Mas a Red Bull e a Mercedes ainda vão reescrever essa história. A situação dos alemães é pior, porem possuem poder de reação. As Mc Laren e Aston Martin se mostraram carros muito inferiores nesta etapa.
PROGRAMAÇÃO DO GP DA ARÁBIA SAUDITA

TL 1 – SEXTA-FEIRA – 10:45 – BAND SPORTS TL 2 - SEXTA-FEIRA - 13:45 - BAND SPORTS TL 3 – SABADO – 10:45 – BANDSPORTS CLASSIFICAÇAO - 13:45 – BSPORTS &BAND PLAY
CORRIDA – DOMINGO - 13:45 – BAND & BAND PLAY