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Advogado cobra documentos de legalidade nas eleições

Impulsionado por declarações de Fuad Miguel, advogado Jener Walcacer explicou ao JM os motivos que o levaram a comparecer na eleição

Ilidio Luciano
Publicado em 22/08/2014 às 00:03Atualizado em 19/12/2022 às 06:17
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Impulsionado pelas declarações do vice-presidente do Conselho Deliberativo do Nacional Futebol Clube, Fuad Miguel Hueb, o advogado Dr Jener Walcacer procurou o Jornal da Manhã para explicar os motivos que o levaram a comparecer na eleição para a presidência do clube, no último sábado.

Jener negou que esteve em JK para tumultuar o pleito. “O sr. Fuad cometeu um equívoco quando se manifestou sobre a renúncia do presidente eleito do Nacional, sr. Rodrigo Mateus, quando disse que estávamos lá em JK para tumultuar. Isso não aconteceu de forma alguma, o que pedimos foi o esclarecimento sobre irregularidades nos processos eleitorais do Nacional que é antigo”, afirmou o advogado.

Segundo Jener, após a eleição ele conversou com Rodrigo Mateus que garantiu a ele que apresentaria, em tempo hábil, a documentação que comprovaria que a eleição do Nacional ocorreu de forma legal, sem desrespeito ao Código Penal ou ao Estatuto do clube.

O advogado ainda deu uma declaração forte sobre eleições anteriores no clube. “Eu analisei cuidadosamente os documentos dos processos eleitorais do Nacional, e verifiquei que muitas das eleições foram decididas na calada da noite”, ressaltou Jener.

O jurista revelou também o que exigirá do clube para as próximas eleições. “Será exigido a apresentação dos documentos que comprovam que todos os processos eletivos do clube foram feitos dentro da legalidade. Caso isso não seja feito, podemos exigir a apresentação dos documentos por dois caminhos, o pedido administrativo de esclarecimento ou por via judiciária através de uma ação penal”, explica.

Jener completou pedindo explicações sobre a documentação do ex-presidente do Nacional, Salem Ibrahim El Messih. “Ele foi eleito em 2011 e só registrou a posse em 2013. Ele alterou o estatuto e participou da eleição para o triênio 2014, 2015 e 2016. Apresentou uma carta de renúncia que ninguém sabe onde ela está. A partir da renúncia, ele não pode mais assinar documentos em nome do Nacional ou apresentar um termo que garanta que ele possa representar o clube até a eleição do novo presidente e isso não existe”, finaliza.

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