A reportagem manteve contato na tarde de ontem com o advogado Cléber de Alcântara Chagas, procurador de grupo de torcedores
Foto/Arquivo
Cléber Alcântra explicou que Naça teve todas as chances de defesa
A reportagem manteve contato na tarde de ontem com o advogado Cléber de Alcântara Chagas, procurador do grupo de torcedores que impetrou ação de prestação de contas no Alvinegro. O causídico explicou a atual situação do processo.
“A ação dos torcedores vem se arrastando desde 2009. A petição requer a prestação de contas do clube desde o ano de 1994. O referido processo já foi sentenciado em 1ª e 2ª instâncias, obrigando o clube a apresentar os documentos contábeis desse período. Acontece que o Nacional teve todas as oportunidades de defesa, mas ainda não apresentou a documentação solicitada, ou seja, não apresentou a sua contabilidade”, explicou Cléber.
O advogado ainda afirmou que o Nacional só está enfrentando problemas com a multa, por conta da desobediência em não oferecer os dados dentro do processo.
“Depois de todas as oportunidades de defesa que o clube teve, mesmo assim seus gestores não apresentaram as contas, e por isso o mesmo sofreu uma multa diária de R$ 500. Esta multa hoje já se encontra num valor de R$ 50 mil, que é o seu teto. Agora vamos promover a segunda fase do processo, onde o Ministério Público se manifesta, pois o Nacional recebeu verbas públicas, e os torcedores precisam saber onde esses recursos foram aplicados”, afirmou Cléber.
O advogado ainda destacou que os antigos gestores do clube podem sim ser responsabilizados nas próximas fases do processo. “Esse tipo de ação foi impetrado envolvendo os antigos gestores do clube, sendo Carlos Nogueira Abocater, José Humberto de Moraes e o Paulo Roberto Galinho. Cabe agora à Justiça definir se os mesmos irão ou não responder solidariamente pela não prestação de contas”, finalizou.
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