Renato Abreu passou 19 dias afastado em função de um problema cardíaco que foi diagnosticado em um exame de rotina. Durante este período, ficou impossibilitado de treinar e até mesmo de executar algumas tarefas básicas, como dirigir. Mas, mesmo assim, não abandonou um víci o Flamengo. Em casa, acompanhou todos os jogos e mostrou a faceta de auxiliar técnico e conselheiro. Assim que acabavam as partidas, fazia suas anotações e no dia seguinte procurava ligar para os companheiros, principalmente os mais jovens. Era uma maneira de se sentir participativo e ajudar. “Tive isso quando estava iniciando minha carreira. Hoje é o que posso fazer para ajudar. Eu passo os conselhos, se eles aceitam não cabe a mim dizer, mas faço a minha parte”, afirmou o apoiador, que já conseguiu até visualizar uma possível carreira de técnico quando pendurar as chuteiras.
Mas o lado torcedor também teve a sua desvantagem. Acompanhar os jogos de longe deixou Renato angustiado. Segundo o camisa 11, quando está em campo, mesmo em caso de derrota, existe uma possibilidade de fazer algo mais concreto para ajudar. Fora de campo era só na base da torcida mesmo. E, quando a vitória não vinha, era duro escutar as críticas dos companheiros.
O Flamengo volta a entrar em campo neste domingo, às 16h, diante do Bangu, no Moacyrzão, em Macaé. Com 12 pontos, o clube ocupa a segunda colocação no Grupo A da Taça Rio. Pela Libertadores, o time enfrenta o Emelec, às 22h, nesta quarta-feira, em Guayaquil.