ESPORTE

Ambulantes roubam a cena no Uberabão

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:03
Compartilhar

Quem chega a um estádio de futebol para acompanhar a partida do seu time de coração não faz idéia de quantas pessoas e procedimentos estão envolvidos para uma equipe entrar em campo. Se o jogo acontece no sábado, como foi o caso da partida entre Uberaba Sport e Cruzeiro, realizada na tarde de ontem, um mês pode ser pouco para resolver todas as pendências.   A preocupação em acomodar torcida, imprensa e integrantes dos clubes é imensa e chega a tirar noites de sono dos organizadores. Que o digam a diretoria do USC e da Autarquia do Estádio Uberabão. Porém, não é só dentro do estádio que se concentram as preocupações. Do lado de fora, a movimentação também é grande. Vendedores ambulantes, torcedores procurando ingresso, Polícia Militar e Guarda Municipal tentando manter a calma e a organização, etc. Enfim, ali, nas imediações do estádio, é possível encontrar todo tipo de figura. Uma delas, o vendedor de camisas do Uberaba Sport, Cleiton, com 100 camisetas no estoque, se dizia confiante em vender todas e faturar um extra para o carnaval. Com preços entre R$ 20,00 e R$ 25,00, o vendedor poderia lucrar até R$ 2.500,00 só no jogo de ontem.   A visão empresarial de Cleiton parece boa, visto que nos limites do estádio, só ele vendia camisas do colorado. “Estamos na cidade e eu acredito que o torcedor daqui deve prestigiar o time local. Além disso, ofereço um produto que poucos têm”, disse. Por outro lado, José Geraldo, também vendedor de camisas de clubes, veio de Belo Horizonte especialmente para o jogo entre o Zebuzão e a Raposa. Com um estoque que ia desde o uniforme do Atlético Mineiro até a camisa da seleção coreana, Geraldo revelou ganhar cerca de R$ 2.500,00 por mês com o negócio. Vale lembrar que na partida de ontem, a camisa celeste era a mais cara da banca, chegando a custar R$ 30,00.   Entretanto, no caso de Geraldo, existem dias em que ele perde tudo por conta da fiscalização. “Aqui em Uberaba estou podendo trabalhar tranquilo. Mas, em Uberlândia, por exemplo, não pude trabalhar, pois corria o risco de ser preso. Em jogos da seleção também fica meio complicado, porque a fornecedora de material esportivo da CBF joga duro para ter exclusividade”, explicou.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por