A cada dia a novela que envolve o Estádio Boulanger Pucci, ex-casa do Uberaba Sport Club, ganha novos e importantes capítulos. Na última semana
A cada dia a novela que envolve o Estádio Boulanger Pucci, ex-casa do Uberaba Sport Club, ganha novos e importantes capítulos. Na última semana, o consórcio que arrematou o imóvel por R$2.012.000 entrou com agravo junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, para que seja nomeado novo perito judicial. Junto às alegações, os arrematantes, Construtora RCG e Supermercado LS Guarato, anexaram documentos que comprovam que o imóvel tem um valor de mercado de R$10,5 milhões, cifra cinco vezes maior que a paga em leilão.
Do outro lado desse cabo de guerra se encontra a Prefeitura Municipal de Uberaba. Após depositar a quantia de R$4.444.530 referente ao processo de desapropriação movido pelo Município, a Prefeitura teve negado seu pedido de imissão de posse.
O prefeito Anderson Adauto, que esteve na manhã de ontem na Rádio JM, garantiu que reunirá forças para manter a área como um patrimônio da cidade e explicou a intenção do Executivo. "Acredito que a Justiça dará ganho de causa para a comunidade. Só não entendi porque não ganhamos o direito de entrar na área. Como o Uberaba Sport não conseguiu segurar seu patrimônio, eu vou até onde der conta. O que puder fazer para não deixar uma construtora ficar com aquela área e o local se tornar apenas uma lembrança para os torcedores, eu vou fazer", explicou o prefeito.
Anderson Adauto não criticou a intenção dos arrematantes, mas deixou claro sua vontade de preservar o local. "No meu entendimento eles estão certos, os arrematantes querem ficar com aquela área para montar torres de apartamentos e isso é um grande investimento, porém gostaria muito de poder preservar a área do estádio Boulanger Pucci para a nossa cidade", disse AA.
Museu do USC. O chefe do Executivo também não descartou a possibilidade de transformar parte daquele imóvel em um museu do Uberaba Sport. Para ele, o assunto deve ser discutido e, somente depois de avaliar as possibilidades, partir para a fase de execução. "Não descarto nenhuma opção neste momento. Eu só não posso permitir que esse imóvel se torne motivo para especulação imobiliária. Na condição de representante do povo estou fazendo tudo que posso, e digo que existe sim a possibilidade de fazermos ali um museu", avaliou Anderson.