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Andrés Sanchez admitiu que operação atrapalha o andamento das negociações dos naming rights
O ex-presidente do Corinthians e responsável pelo projeto da Arena em Itaquera, Andrés Sanchez admitiu em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” que a operação Lava Jato atrapalha o andamento das negociações para a venda dos naming rights e se mostrou disposto a aceitar um valor menor do que os R$ 400 milhões pedidos inicialmente.
“Incomoda, dificulta, pois todas as obras da construtora estão sendo questionadas. Mas temos uma auditoria para ver a parte financeira e tudo que tem no estádio. Quando acabar, saberemos o que tem de certo e errado, mas é óbvio que a Lava Jato atrapalha, porque ficam falando a toda hora que a arena vai entrar nisso... O Corinthians não sabe de nada. Mas quero que procurem mesmo, porque se tiver algo errado, o Corinthians é vítima e vai correr atrás de seus direitos. Eu não tenho medo da Lava Jato, porque não roubei e nem sei de ninguém que tivesse roubado no estádio”, declarou.
“Se chegarem com uns R$ 300 milhões ou R$ 200 milhões, eu aceito. O que pagarem a gente fecha”, acrescentou Andrés, que ainda defendeu o modelo de negócio da Arena Corinthians e voltou a criticar quem diz que Lula deu o estádio para o clube.
“É, o Lula me ajudou muito, claro. O Lula deu um estádio pra gente, mas temos de pagar R$ 900 milhões por esse presente. Que amigo, né? A única coisa que o Lula se meteu e falou foi: ‘Que papo é esse de Pacaembu? Tem de fazer o estádio em Itaquera, pois ajudaria a desenvolver a Zona Leste de São Paulo’. Só isso”, concluiu.