Robert Scheidt está classificado para mais uma Olimpíada, a sua sétima. Nesta terça-feira (9), ele encerrou a participação no Mundial da Classe Laser
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Veterano de 46 anos, Scheidt conseguiu vaga olímpica no Japão
Robert Scheidt está classificado para mais uma Olimpíada, a sua sétima. Nesta terça-feira (9), ele encerrou a participação no Mundial da Classe Laser, em Sakaiminato, no Japão, em 12º lugar. Atingiu, assim, o critério para obter o direito de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que era terminar o Mundial entre os 18 primeiros.
O veterano de 46 anos, que só voltou a competir na Laser no fim do ano passado, e inicialmente sem compromisso, ainda pode, em teoria, perder a vaga olímpica. Pelos critérios estabelecidos pela CBVela (Confederação Brasileira de Vela), a vaga muda de dono se outro brasileiro for medalhista no evento-teste olímpico ou no Mundial de Laser de 2020.
É muito improvável, porém, que isso aconteça. Na competição encerrada nesta terça, Bruno Fontes terminou apenas na 25ª colocação, e graças a uma vitória na regata final. Basta ver o históric este foi o 20º Mundial do catarinense na Laser e os melhores resultados dele foram oitavos lugares.
A vaga olímpica para o Brasil na Laser foi obtida no ano passado, quando João Pedro Oliveira conseguiu um surpreendente 19º lugar no Mundial de Vela, na Dinamarca. Mas, pelos critérios da CBVela, a vaga nunca foi nominal e sempre esteve em jogo, a partir de critérios preestabelecidos.
Scheidt estreou nos Jogos Olímpicos em Atlanta, em 1996, já com o ouro na Laser. Ele ainda faturaria uma prata (2000) e outro ouro (2004) na Laser antes de migrar para a Star, onde ganhou uma prata (2008) e um bronze (2012) com Bruno Prada. Em 2016, com a saída da Star do programa olímpico, ele voltou a velejar de Laser, mas não subiu ao pódio. Terminou em quarto.