Foi dado o pontapé inicial da edição de 2019 da Copa América. Fora de campo, entretanto, a competição começou bem antes, e as atividades nos dias que antecederam o rolar da bola foram marcadas por desordem, problemas e má organização. Houve falta de sinal de internet, problemas em credenciamento, retirada de ingressos e até jogadores tomando banho gelado.
A edição atual do campeonato vem na esteira de cortes orçamentários e de pessoal no COL (Comitê Organizador Local). O COL já sofreu duas reduções de verba e opera com menos da metade dos recursos inicialmente previstos. Na avaliação da Conmebol, a Copa América não produz lucro que justifique um maior investimento. Disso resultam problemas logísticos que atingem imprensa, convidados, torcedores e até os atletas.
Jogadores também foram afetados, a começar pela seleção brasileira. Enquanto os jornalistas se acotovelavam no Pacaembu, Filipe Luís tomava banho frio. O lateral reclamou publicamente do chuveiro, dizendo que a situação jamais acontece na Europa.
A resposta do COL causou mal-estar entre os atletas: o comitê afirmou que os chuveiros tinham sido testados, estavam funcionando e que orientou a delegação brasileira "que o funcionamento dos chuveiros era a gás, sendo necessário ligar a água quente primeiro, para depois regular a temperatura".
Em Porto Alegre, a Venezuela encontrou péssimas condições de gramado no campo do Sesc, onde treinou uma vez. Em São Paulo, a Bolívia não teve acesso ao vestiário principal no CT do São Paulo, já que a equipe anfitriã ainda treinava no local. Se a organização não entrar nos trilhos no decorrer da competição, o padrão Copa América é grande candidato a virar piada nas redes brasileiras até o dia 7 de julho.