Os atacantes Marcinho e Cadu treinam diariamente cobranças de pênaltis. Nos treinamentos, o aproveitamento deles é excepcional, acima da média dos outros jogadores. Em jogos pela edição 2011 do Campeonato Mineiro, antes do duelo contra o Villa Nova, o Uberaba Sport teve duas penalidades máximas assinaladas ao seu favor: diante do América-T.O. e do Tupi. Nas duas oportunidades, Marcinho bateu com categoria e converteu os pênaltis.
Neste domingo, diante do Villa Nova, no entanto, a história foi diferente. Restando menos de cinco minutos para encerrar a partida, Marcinho foi empurrado pelo zagueiro Bruno Lourenço dentro da área. Convicto, o árbitro Alicio Pena Júnior assinalou a penalidade máxima.
Enquanto o torcedor comemorava a chance de chegar ao empate, Marcinho e Cadu conversavam. No bate-papo, decidiu-se que Cadu seria o responsável pela cobrança. O atacante do USC bateu no canto direito do goleiro Wagner, que fez a defesa. “Estou pronto para bater qualquer pênalti a favor do Uberaba. Desta vez, porém, não fui feliz na cobrança. Mas tenho personalidade e vou trabalhar para melhorar o meu desempenho e ajudar o time. Não vou abaixar a cabeça por isso. O time depende muito de mim. Quero deixar o Uberaba no lugar que ele merece”, disse Cadu.
Mostrando-se solidário ao companheiro de equipe, Marcinho afirmou que não houve qualquer desavença entre os dois. “Eu e o Cadu somos responsáveis pelas cobranças de pênaltis. A gente treina muito bem durante a semana. Não existe vaidade entre nós. Diante do Villa Nova, ele percebeu que estava em um melhor momento no jogo e, por isso, ele decidiu bater. Infelizmente, não conseguimos empatar. E só erra quem tenta. Isso também poderia ter acontecido comigo”, declarou Marcinho.