O técnico Levir Culpi não está satisfeito com o rendimento do Atlético. Na última quarta-feira, o Galo havia sido derrotado pelo Colo-Colo na estreia Copa Libertadores e, no domingo, perdeu para o América, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro.
Resultados que deixaram o treinador irritado com a postura dos jogadores. “O time apagou. Por incrível que pareça, aconteceu de forma parecida do segundo tempo contra o Colo-Colo. Não estamos no espírito das competições. É problema meu e nosso. Temos que entrar mais no espírito. O América estava dando a vida, por exemplo. Faltou muita coisa pra gente”, disse o treinador, que escalou um time reserva.
Levir não gostou da passividade do Atlético, mas também reconheceu os méritos do América-MG, que superou a desvantagem numérica após a expulsão de Patrick e conseguiu buscar a virada mesmo com um atleta a menos.
O que também incomodou o treinador foi o comportamento da torcida, que vaiou o lateral Emerson Conceição. “É um sentimento de perda. Não consigo admitir que um profissional com a camisa do seu clube seja vaiado. A não ser que faça alguma coisa muito diferente, ruim. É um profissional, tem família, querendo fazer o melhor. Ele precisa fazer o melhor para sair desse buraco que entrou. Com apoio de todos, da arquibancada, da comissão, aí o problema passa para ele. Mas dessa forma (com vaias), fica difícil.”
Nesta quarta-feira o Atlético recebe o Atlas-MEX, no Independência, em jogo que pode ser decisivo para o alvinegro. Levir continua com os desfalques dos laterais Marcos Rocha e Douglas Santos, além dos atacantes Pratto e Jô. Além deles, Carlos deixou o clássico diante do América com um problema no tornozelo. O treinador preferiu não adiantar quem será o substituto de Jô, que foi titular contra o Colo-Colo.
Sobre o meia Cárdenas, que estreou no clássico contra o América, Levir avalia que o colombiano ainda não está nas condições físicas ideais para atuar 90 minutos. “Ele foi bem, prende bem a bola, tem boas enfiadas de bola, mas precisa trabalhar fisicamente, encaixar no futebol brasileiro. Precisa de um tempo de adaptação, mas, tecnicamente, é muito bom”, analisou.