A aposta concentrada na dupla formada por Borges e Washington é de Juvenal Juvêncio, mandatário do São Paulo, que vê nos dois atacantes um diferencial de qualidade.
Em 2005, Luizão e Amoroso comandaram o São Paulo na conquista de sua terceira Libertadores. Quatro edições depois, um novo dueto começa a dividir hoje, às 22h, diante do Independiente de Medellín, no Morumbi, a responsabilidade de levar o time tricolor a mais uma conquista internacional. A aposta concentrada na dupla é de Juvenal Juvêncio, mandatário do São Paulo, que vê nos dois atacantes um diferencial de qualidade. “Temos dois homens-gol. Jogadores que me agradam muito e com poder de decisão. A estatística vai provar que Borges e Washington foram escolhas certas para o São Paulo”, declarou o dirigente são-paulino durante entrevista à reportagem. Se os números atestam que o duo está credenciado a abrir a Libertadores de 2009, o ano começou em um tom diferente para os dois artilheiros. Com apenas um gol marcado – no empate de 1 a 1 com o Corinthians –, Borges já manifestou sua insatisfação por não ser um titular incontestável. Já o caso de Washington no clube ainda é o de encantamento. Eleito como a principal atração para 2009, ele marcou quatro gols em seis partidas neste ano e ostenta média de 0,67 tentos por jogo. É o artilheiro do time até aqui. Em paz com diretoria, torcida e treinador, Washington espera repetir o que fez no Fluminense, quando foi vice-artilheiro do time na Libertadores do ano passado, com cinco gols. Se na cabeça do mandatário a dupla de ataque é o ponto forte, o técnico do time, Muricy Ramalho, assina embaixo tal pensamento. “Eles [Borges e Washington] são jogadores com ótimo histórico. Vão para dentro dos adversários e fazem gols em todo lugar. Os dois são contratados para fazer gols. E eles fazem”, afirmou o treinador. Para a partida de hoje, a expectativa de público por parte da diretoria não é grande. “Não acredito em casa cheia. O são-paulino gosta de acompanhar quando a competição afunila”, afirmou Juvenal.