O jogador Diego Souza foi denunciado em três artigos pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo
A expulsão do jogador Domingos, do Santos, no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras chegou ao Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD/SP). Depois da polêmica com o adversário Diego Souza, o jogador do Peixe foi denunciado e corre o risco de pegar um gancho de até três jogos, o que o tiraria também da segunda partida da decisão. O julgamento será realizado na segunda-feira, dia 27 de abril, a partir das 18h. Já Diego Souza tem situação mais complicada. O jogador foi denunciado em três artigos pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD/SP) e também será julgado na segunda-feira. O árbitro Sálvio Spínola relatou na súmula todo o tumulto, e os procuradores também utilizaram imagens da televisão para denunciar o jogador, que pode levar uma suspensão de até 1.260 dias, e ainda nove partidas. De acordo com a súmula, Diego Souza e Domingos trocaram cabeçada e o meia palmeirense ainda empurrou o santista duas vezes, o que rendeu três denúncias por ato de hostilidade – artigo 255, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) –, que tem pena prevista de uma a três partidas. Contido pelos companheiros depois de muita insistência, o camisa 7 foi retirado do campo e depois retornou para aplicar uma rasteira no zagueiro. Por estes atos recebeu denúncias nos artigos 253 (praticar agressão física) e 274 (invadir local destinado à partida ou nele ingressar sem a necessária autorização), ambos do CBJD. Estes dois artigos têm penas mais duras. O primeiro pode suspendê-lo por 540 dias, enquanto que o segundo tem pena máxima de 720. A suspensão mínima em ambos é de 120 dias, o que deixaria Diego longe dos gramados por até 240 dias, em caso de condenação. Se o meia for suspenso, o Palmeiras ficaria sem um de seus principais jogadores em todo o Campeonato Brasileiro, uma vez que as suspensões por dias, também são cumpridas em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).