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A vitória sobre o Grêmio valeu ao Atlético-MG uma liderança garantida por 16 rodadas seguidas no Brasileirão. É mais um recorde alcançado pelo clube dentro da sua trajetória nos pontos corridos. Nunca o Galo ficou tantas rodadas (sequencial ou não) na ponta da tabela de classificação. O sonho do tão esperado título vai, aos poucos, se tornando realidade. O Atlético de Cuca (2021) supera o Atlético do mesmo Cuca (2012). Há nove anos, o Galo bateu na trave para encerrar o jejum de título nacional que vinha desde 1971. Com Victor, Ronaldinho, Bernard, Jô e cia, a equipe alvinegra foi líder do Brasileiro por 15 rodadas consecutivas.
Alcançou o topo na 7ª rodada, ultrapassando o rival Cruzeiro. Fez um primeiro turno impecável, de 43 pontos (marca ainda não alcançada dentro do clube), mas patinou no returno, perdeu e empatou. O Fluminense já era líder na 22ª rodada e não largou mais mão da liderança para ser campeão. Jejum aumentado no Galo.
Faltam nove rodadas para terminar o Brasileiro 2021, e a cautela no discurso se justifica. O Flamengo tem ainda dois jogos por fazer e pode tirar seis pontos da diferença de 12. No pior cenário, se o Atlético perder para América-MG e Corinthians, pode ser ultrapassado pelo Rubro-Negro ao fim da 31ª rodada.
Mas, no melhor cenário, o Galo pode chegar daqui a duas rodadas (após jogo contra o Corinthians) com 68 pontos e, se o Flamengo não conseguir vencer Atlético-GO (na sexta) e o Grêmio (em data ainda não marcada), terminará a 31ª rodada com 56 pontos ou menos, uma distância praticamente inalcançável.
Nas calculadora de Cuca, basta um aproveitamento de 50% na reta final para o título se consolidar. Com 62 pontos, o Atlético precisa de mais 14 (em 27 possíveis) para chegar até os 76 pontos. Hoje, o departamento de matemática da UFMG indica que a probabilidade de o Galo erguer o troféu de campeão do Brasileiro é de 94,4%.