"O São Paulo não precisa mandar nenhum dinheiro. Se mandar, vai ser à toa. Vamos lá para estragar a festa do Grêmio. "É dessa forma que Alexandre Kalil, presidente recém-empossado do Atlético-MG, encara a participação de seu clube na última rodada do Campeonato Brasileiro.
Adversário dos gremistas no domingo, o Atlético-MG já não tem aspirações na competição. Mas, segundo Kalil, seria ótimo se o time mineiro fosse peça decisiva para o destino do troféu.
"Vou torcer muito para que o São Paulo seja campeão, mas com derrota. Quero que o São Paulo perca, mas que o Grêmio perca também", afirmou à reportagem o presidente atleticano, que conta ter um "ótimo relacionamento" com a diretoria são-paulina, sobretudo com Juvenal Juvêncio, e apenas conhecer o presidente do Grêmio, Paulo Odone.
No cargo de principal dirigente atleticano há 33 dias, Kalil afirma que, para seu time, a exposição proporcionada pela chance de participar da decisão do Nacional – ainda que como coadjuvante – já é o suficiente para motivar seus atletas.
Mesmo com o Atlético-MG tendo dívidas que beiram os R$ 200 milhões, Kalil diz não permitir que seus jogadores aceitem receber a chamada mala branca. "Eu avisei a eles que queria ser informado se algum contato acontecesse. Até agora, não me falaram nada."
Apesar de se dizer amigo de Celso Roth, que já trabalhou no Atlético, o cartola falou que será prazeroso evitar que o técnico gremista seja campeão. "É uma pena que seja contra o Celso, mas será um prazer vencer o jogo e lhe tirar o título."