Para o Corinthians, a conquista do título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que a equipe busca hoje, às 11h, diante do Atlético-PR, no Pacaembu, será uma prova da sua supremacia na tradicional competição, já que acumula seis títulos no campeonato. É o recordista de troféus da Copinha, seguido pelo Fluminense, que ostenta cinco. O outro finalista desta 40ª edição do torneio, entretanto, pode inserir o nome de seu Estado entre os vencedores do mais antigo interclubes das categorias de base do futebol brasileiro, que começou a ser disputado em 1969. Um contraste com o estado de São Paulo, que, em 39 edições, viu as suas equipes vencerem em 23 ocasiões. Apesar da imensa desvantagem no histórico da Copinha, o Atlético-PR não se considera um azarão na decisão. “No começo, as outras equipes não nos viam como uma ameaça, mas fomos crescendo e estamos aqui porque realmente merecemos”, afirmou o técnico Marcos Santos. Invicto, assim como o rival de hoje, o Atlético-PR frustrou as expectativas daqueles que esperavam um clássico paulista nesta final. Ontem, eliminou o São Paulo, mesmo tendo enfrentado um adversário muito mais articulado em campo. Para a sua primeira decisão da Copa SP, o Atlético aposta na rapidez do atacante Patrick, um dos destaques nesta campanha, ao lado do goleiro Santos, que, nas semifinais, chegou a defender um pênalti. Patrick destaca que, apesar de a equipe não ter mostrado um bom desempenho no Campeonato Brasileiro Sub-20, o time sabia que tinha potencial. “Nosso entrosamento é excelente, era somente uma questão de detalhes”, afirma. Confiantes, os paranaenses encontrarão um Corinthians sedento por vitória. Acostumado a vencer a Copa São Paulo, o time paulista não ergue o troféu do torneio desde 2005. O treinador Adaílton Ladeira tem dois trunfos para buscar a sétima taça do time alvinegro. O primeiro é o “fator casa”. No estádio do Pacaembu, terá a torcida a seu favor. O segundo é o camisa 7 do grupo. O atacante Marcelinho tem brilhado e já vê pipocarem comparações com o ex-ídolo corintiano Marcelinho Carioca, apesar de atuar em posição diferente. Não apenas balança as redes rivais, como o faz com dribles e efeitos na bola. Foi o responsável, inclusive, pelo gol de empate com o Avaí, nas semifinais, que permitiu ao Corinthians chegar à sua 14ª final na Copinha. Com seis tentos, Marcelinho é o artilheiro da equipe.