NO VERMELHO

Balanço do Flamengo mostra déficit no semestre e maior investimento da história em reforços

Publicado em 02/08/2026 às 07:08
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A principal contratação foi a de Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham por R$ 315,7 milhões (Foto/Adriano Fontes – Flamengo)

O Flamengo divulgou o balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026. O documento mostra que o clube encerrou o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 33,8 milhões e receita de R$ 839 milhões. No período, a diretoria realizou o maior investimento da história do clube na formação do elenco.

Segundo o balanço, o resultado foi impactado pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões dos direitos econômicos dos atletas, incluindo as contratações feitas na janela de transferências de janeiro. O clube considera esse efeito uma consequência natural dos investimentos realizados e afirma que, sem considerar as negociações de jogadores e os resultados do Mundial de Clubes de 2025, o desempenho recorrente foi o melhor dos últimos cinco anos.

Ao longo do primeiro semestre, o Flamengo investiu R$ 495,2 milhões na compra de direitos federativos de atletas. A principal contratação foi a de Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham por R$ 315,7 milhões, valor que inclui os custos de intermediação. Também chegaram ao clube o zagueiro Vitão, vindo do Internacional por R$ 81,9 milhões, e o goleiro Andrew, contratado do Gil Vicente por R$ 34,7 milhões.

Em contrapartida, a venda de jogadores gerou receita bruta de R$ 106,9 milhões, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Entre as negociações realizadas estão as transferências de Ryan Roberto para o Shakhtar Donetsk por R$ 56,2 milhões, Juninho para o Pumas por R$ 25,6 milhões, Victor Hugo para o Atlético-MG por R$ 10,7 milhões e Iago para o Orlando City por R$ 6,2 milhões.

A dívida líquida relacionada aos atletas terminou o segundo trimestre em R$ 304 milhões. No primeiro semestre, esse valor havia alcançado R$ 393,9 milhões, redução atribuída aos pagamentos efetuados e às vendas concluídas no período.

O caixa livre consolidado do Flamengo encerrou o mês de junho em R$ 127,8 milhões. Desse total, R$ 89,8 milhões estavam sob gestão direta do clube, enquanto o restante ficou com a Fla-Flu Serviços S.A., empresa responsável pela administração do Maracanã. O valor representa uma queda de R$ 63,9 milhões em comparação ao encerramento de 2025, mas o clube afirma que o caixa segue em nível considerado seguro para manter as operações.

Já o endividamento operacional líquido foi reduzido para R$ 280,2 milhões ao fim do trimestre. De acordo com o balanço, a queda de R$ 207,9 milhões em relação ao pico registrado em 31 de março ocorreu em razão dos recebimentos do período e da quitação de parte das obrigações assumidas durante a primeira janela de transferências de 2026.

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