A irritação de Bernie Ecclestone com os responsáveis pelo Autódromo de Interlagos cresceu nos últimos dias. Após uma série de declarações sobre o futuro do Grande Prêmio do Brasil, o chefão da Fórmula 1 cobrou ações mais rápidas para que o circuito paulistano continue recebendo a única etapa da categoria na América do Sul.
A principal exigência do chefão da categoria é a mudança do paddock e dos boxes para a Reta Oposta. Atualmente, a área é a menor entre todas as pistas da F-1 e vítima de reclamação de mecânicos, pilotos e dirigentes. A Prefeitura da capital paulista teria de investir R$ 120 milhões na reforma. "Cansei das promessas. Fui informado de que a cidade não vai fazer parte da Copa das Confederações porque o estádio não estará pronto. Com a Fórmula 1, acontecerá o mesmo", lembrou o dirigente britânico, citando o caso do futuro estádio do Corinthians, palco da abertura da Copa de 2014. “Este ano não espero mudanças. Mas se o autódromo não estiver na condição que a Fórmula 1 necessita em 2014, não iremos a São Paulo. Se até antes da definição do calendário não tivermos garantias de o autódromo estar como exige a Fórmula 1, sim (o Brasil sairá da categoria). Não vamos sequer usar o asterisco de 'sujeito a melhorias no autódromo'. Temos de saber já antes, de São Paulo ou outra cidade do Brasil", continuou Bernie Ecclestone.