Com a publicação de 3.142 nomes de atletas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (11), o governo Jair Bolsonaro (PSL) cumpriu a única meta estabelecida para o esporte nos 100 primeiros dias de gestão e contemplou aqueles que haviam sido cortados do programa Bolsa Atleta nos últimos dias do governo Michel Temer (MDB).
Na ocasião, 3.058 atletas entraram na lista de beneficiados pelo pagamento de bolsas. Com a redução de orçamento do programa de R$79,3 milhões para R$53,6 milhões, mais da metade dos esportistas que se encaixavam na lista de parâmetros para receber o recurso tinham ficado de fora.
O critério adotado na época foi interromper a lista quando acabasse o dinheiro. Dessa forma, acabaram priorizadas as categorias olímpica/paraolímpica e internacional em detrimento da nacional (cortada pela metade), estudantil e base (eliminadas no edital de dezembro).
Nesta quinta, passaram a fazer parte do programa 2.491 atletas da categoria nacional, 381 da estudantil e 257 da base.
Segundo a Secretaria Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania, o Bolsa Atleta terá reforço de R$70 milhões no seu orçamento. Ainda não foi detalhado de onde sairá essa verba.
Desde que assumiu o cargo, o secretário Marco Aurélio Vieira sempre elogiou o programa, criado durante o governo Lula (PT), em 2005, e tratou a recomposição do seu orçamento como prioridade do início da gestão.
Em entrevistas recentes, ele indicou que seriam feitos cortes na próxima edição do Bolsa Pódio, que beneficia a elite do esporte nacional.
O edital da categoria pódio é publicado de forma separada. As últimas edições são de agosto e setembro deste ano e beneficiaram 127 atletas olímpicos e 143 paraolímpicos.