Glorioso acertou com 12 novos nomes para o elenco
Em meio a momento conturbado nos bastidores e com complicações financeiras, o Botafogo não fez grandes investimentos nas duas primeira janelas de transferências de 2026, mas contratou opções para todos os setores. Dentre oportunidades de mercado, apostas e desejo realizado, o elenco alvinegro ganhou corpo para a sequência da temporada e está respaldado pela diretoria.
Após sofrer com o transfer ban devido à dívida com o Atlanta United pela contratação de Thiago Almada, o Botafogo demorou para contar com os primeiros nomes contratados para 2026. Isso, inclusive, provocou problema na assinatura do grande alvo do primeiro semestre.
As primeiras movimentações foram pelas chegadas dos zagueiros Riquelme, inicialmente para o sub-20, Ythallo, e pelo atacante Lucas Vilallba. Desses, apenas os dois últimos estrearam, mas contam com pouca minutagem no ano devido ao atraso na regularização.
Botafogo perde destaque, faz apostas e celebra
Na sequência, o Glorioso topou vender Savarino, referência técnica em 2024 e 2025, para o rival Fluminense. Na negociação, como compensação, chegou o meia Wallace Davi, também pouco utilizado pelo técnico Martín Anselmi — este demitido na última semana.
Aos poucos, o Botafogo foi identificado lacunas, fez aposta e conseguiu acertar em um grande alvo. Primeiro chegaram Jhoan Hernández, lateral-esquerdo colombiano do Millonarios, e Edenilson, ex-Grêmio, como oportunidade de mercado. Depois, a SAF firmou acordo pela contratação de Cristian Medina, volante argentino que estava no Estudiantes e era cobiçado desde 2023, quando ainda defendia o Boca Junior. O estrangeiro é a principal contratação do primeiro semestre.
No último dia da janela do exterior, 3 de março, o Botafogo ainda acertou o retorno do volante Huguinho, que estava emprestado ao RWDM Brussels, clube belga de John Textor. Ele foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 e ainda não estreou.
Janela nacional aumenta leque e reduz custo
Já no período de contratações ampliado para transações dentro do país, o Botafogo identificou novos problemas e foi novamente ao mercado para incluir peças. Assim, repatriou o atacante Júnior Santos, vendido ao Atlético-MG em 2025, e acertou com o zagueiro Ferraresi, que estava no São Paulo e assinou por empréstimo.
O sistema defensivo, com poucas opções, foi tratado como prioridade. Para fechar a conta, a SAF apostou no lateral-esquerdo Caio Roque, ex-Portuguesa, e no jovem zagueiro Anthony, que era do Goiás. O número de 12 contratações mostrou uma reformulação necessária, mas de menor investimento e glamour em relação às últimas temporadas.
No último dia de janela, na última sexta-feira (27), o atacante Artur foi emprestado ao São Paulo com contrato até o fim do ano, com o Tricolor do Morumbi tendo opção de compra ao fim do vínculo. Newton chegou a ter a saída em definitivo encaminhada para o Santos, mas as partes divergiram nas últimas horas e o negócio travou.
Veja os reforços
Fonte: O Tempo.