ESPORTE

Brasil deve ter 250 atletas na Olimpíada de Tóquio em 2020

Comitê Olímpico Brasileiro investirá R$ 153 milhões este ano na preparação dos atletas para os Jogos

Agência Brasil
Publicado em 24/07/2018 às 20:27Atualizado em 17/12/2022 às 11:44
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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) investirá este ano R$ 153 milhões na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. O COB espera contar em Tóquio com uma delegação de 250 atletas, que junto com as respectivas comissões técnicas, estará espalhada por oito bases de apoio, todas situadas próximas aos locais de competição.

O número é próximo da delegação que representou o país nos Jogos Olímpicos de Londres, oito anos antes, com 259 atletas. Mas é bem inferior aos 465 atletas que representaram o país nos jogos do Rio, já que os países sedes têm direito a mais vagas.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (23), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, quando foi feito um balanço dos preparativos que estão sendo implementados para que o Brasil possa apresentar um bom desempenho na competição. O gerente de Performance Esportiva do COB. Jorge Bichara, informou que a entidade já deu início à ambientação da delegação brasileira ao país sede e às cidades e locais onde os eventos acontecerão e onde estarão localizadas as bases de apoio da delegação brasileira.

Medalhas

Os dirigentes do COB preferiram não estabelecer metas para o desempenho dos atletas brasileiros na competição, que acontecerá daqui a dois anos, mas foram unânimes em afirmar que o objetivo é de manter a performance da Rio 2016, mantendo ou mesmo ampliando o número de modalidades cujos atletas subirão ao pódio. Em Tóquio, haverá cinco novas modalidades em disputa, em pelo menos três das quais o Brasil poderá almejar atingir o lugar mais alto do pódi surf, skate e karatê.

Os dirigentes acreditam, porém, que em alguns esportes há uma maior expectativa em torno de medalhas, como é o caso do voleibol em suas diversas modalidades, do judô, da vela e do futebol – esporte que ganhou o primeiro ouro olímpico em 2016, e até mesmo o taekwondo.

Investimentos

Embora os dirigentes acreditem que será possível manter até 2022 o mesmo patamar anual de investimento, não deixam de ressaltar a preocupação com as dificuldades por que passa o país e a atual defasagem do real frente ao dólar e a ao euro.

Recursos

Até 2015, a lei Agnelo Piva previa que 2% da arrecadação bruta das loterias federais em operação no país, descontadas as premiações, fossem destinados em favor do COB e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), na seguinte proporçã 85% para o COB e os 15% restantes para o CPB. Em 6 de julho de 2015, a Presidência da República sancionou a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que ampliou de 2% para 2,7% o valor repassado ao COB e ao CPB, e aumentou para 37,04% a fatia destinada ao Comitê Paralímpico. 

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