A estreia do Brasil na Copa América ficou longe da beleza esperada. A Seleção canarinho ficou no 0x0 com a Venezuela, em La Plata, e começou a competição com uma grande frustração. A exibição ficou longe expectativa criada em cima da Seleção, que contou com a dupla Ganso-Neymar. O ataque não funcionou, principalmente, na segunda etapa, e o time teve que ouvir as vaias de reprovação.
Assim, a equipe pentacampeã mundial pela primeira vez na história, deixa o campo sem vencer os venezuelanos, tradicionais fregueses pelo torneio continental. Repete o desastre que foi o debute dos anfitriões argentinos na Copa América e intensifica a desconfiança gerada pelas exibições recentes, nos amistosos contra Holanda e Romênia.
Com o resultado, as equipes somam um ponto no grupo B. No próximo sábado, às 16h, em Córdoba, a Seleção Brasileira enfrenta o Paraguai na segunda rodada da fase de grupos.
O jogo. O time verde-amarelo só teve lampejos de boas jogadas na primeira etapa, com Paulo Henrique Ganso acertando a maioria dos passes que fazia e chegando a mandar uma bola no travessão com Alexandre Pato. Mas foi justamente a falta de pontaria, com Neymar, Robinho e até o meia-atacante, a responsável por não deixar o time ir para o intervalo em vantagem. Com a postura mais defensiva, a Venezuela pouco ameaçou no ataque, e Julio Cesar foi quase um espectador.
Na saída do campo para o vestiário, o técnico da Venezuela, César Farias, tentou intimidar Neymar. Os jogadores e comissão técnica do Brasil, entre eles Mano Menezes, foram defender o atacante e criou-se uma grande confusão.
Se no primeiro tempo a atuação da Seleção Brasileira não agradou, na segunda etapa o time comandado por Mano Menezes foi ainda pior. O Brasil errou muitos passes e praticamente não deu trabalho ao goleiro Renny Vega.
O técnico brasileiro até tentou mudar a postura da equipe. Sacou Robinho e colocou Fred. Colocou Elano no lugar de Ramires e Lucas no de Alexandre Pato. No entanto, a seleção canarinho não conseguiu criar oportunidades claras para abrir o marcador.
A partida foi se arrastando até o apito final do árbitro. Os jogadores tiveram que ir para o vestiário sob o som das vaias.