Samira Rocha, ponta-esquerda da seleção brasileira. Equipe foi eliminada na primeira fase do Mundial
O Brasil sofreu um empate com sabor amargo, no Mundial Feminino de Handebol, em Oldenburg, na Alemanha. O placar de 23 a 23 no final da partida contra Montenegro garantiu apenas mais um ponto à equipe, que precisava da vitória para passar às oitavas de final. Com o resultado, as adversárias avançaram e as brasileiras irão disputar a Presidents Cup, que define as posições de 17° a 24°, em Leipzig.
Com as duas equipes precisando do resultado para a classificação, o embate foi uma verdadeira guerra de nervos, do início ao fim.
“O jogo teve um nível muito alto. Montenegro entrou com uma defesa muito dura. Foi uma partida bastante nervosa porque as duas equipes tinham que conseguir o resultado. Tivemos uma defesa muito boa no primeiro tempo; na segunda parte, tivemos problemas no ataque e não conseguimos fazer gol. O empate não foi suficiente e temos que pensar no que foi errado para a disputa daqui para a frente”, resumiu o técnico Jorge Dueñas, que assumiu o comando da equipe este ano.
A ponta-direita Mariana Costa demonstrou o quanto a equipe ficou sentida com o resultado e por não ir às oitavas de final, mesmo sabendo que este é um recomeço de trabalho, com várias atletas jovens que integraram a equipe este ano e sob o comando de um novo treinador. “É uma situação difícil. Agora, estamos tristes porque treinamos muito e nos sacrificamos para chegar aqui. Temos que brigar na próxima etapa e fazer o melhor que pudermos.”
O Brasil terminou a fase classificatória na quinta colocação, com três pontos. Na Presidents Cup, que tem início hoje, irá enfrentar Camarões, quinto colocado da chave D, às 11h (horário de Brasília). Caso vença, jogará nesta segunda-feira contra o vencedor do confronto entre o quinto colocado do grupo A (Angola) e o quinto do grupo B (Polônia).