ESPORTE

Brasil fatura mais três medalhas na natação nas Paralimpíadas; veja o adeus de Daniel Dias

Agência Estado
Publicado em 02/09/2021 às 07:55Atualizado em 19/12/2022 às 02:17
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Foto/Arquivo

O maior atleta paralímpico do Brasil encerrou a carreira. Daniel Dias nadou sua última prova nos Jogos de Tóquio, a final dos 50 metros livre da classe S5

Maria Carolina Santiago fez ainda mais história na Paralimpíada de Tóquio. Depois de encerrar um jejum de 17 anos sem medalhas de ouro para as nadadoras do Brasil, a atleta pernambucana se tornou a única mulher brasileira a conquistar três ouros em uma única edição dos Jogos ao vencer a prova dos 100 metros peito classe S12 (deficiência visual moderada). E não foi só: o Brasil também levou uma prata com Cecília Araújo nos 50m livre da classe S8 (atletas com um membro amputado ou dificuldade de movimento na parte inferior do corpo).

Maria Carolina dominou a prova desde o começo, largando na frente, virando em primeiro e segurando a vantagem no final. O tempo da brasileira foi de 1min14s89, novo recorde paralímpico. A prata foi da russa Daria Lukianenko, que terminou em 1min17s55 e o bronze para a ucraniana Yarina Malto, com o tempo de 1min20s31. Outra brasileira presente na prova, Lucilene Caetano ficou no quinto lugar (1min30s25).

Já Cecília fez uma boa prova, se mantendo na segunda colocação praticamente do começo ao fim. A atleta potiguar de 22 anos marcou o tempo de 30s83, enquanto a medalhista de ouro, a russa Viktoria Ishchiulova, que completou a prova em 29s91, e a de bronze, a italiana Xenia Palazzo, fechou em 31s17.

Maria Carolina já havia conquistado outras quatro medalhas: ouro nos 50m livre S12/S13, ouro nos 100m livre S12, prata no revezamento 4x100m 49 pontos (a soma das classes do quarteto tem que dar 49) e bronze nos 100m costas S12. O detalhe é que, mesmo com 36 anos, esta foi a primeira vez que a nadadora competiu nos Jogos Paralímpicos.

TALISSON GLOCK LEVA BRONZE - Já Talisson Glock conquistou sua primeira medalha individual em Tóquio ao chegar em terceiro por apenas dez centésimos na final dos 100m livre da classe S6 (atletas com dois membros amputados ou problema motor em um lado do corpo)

Foi a segunda medalha de bronze de Talisson em Tóquio - a anterior também foi de bronze, no revezamento 4x50m livre misto 14 pontos (ou seja, a soma das classes dos atletas tem que dar 14), ao lado de Daniel Dias, Joana Neves e Patrícia Pereira. Glock ainda compete em Tóquio na prova dos 400m livre da classe S6, que terá a primeira bateria na noite desta quarta, às 21h.

MAIOR ATLETA PARALÍMPICO DO BRASIL, DANIEL DIAS SE DESPEDE COM 27 MEDALHAS

O maior atleta paralímpico do Brasil encerrou a carreira. Daniel Dias nadou sua última prova nos Jogos de Tóquio, a final dos 50 metros livre da classe S5 (atletas com má-formação congênita ou amputados) e chegou em quarto lugar, atrás de três atletas chineses. Ele se despede com 33 anos e participação em quatro edições das Paralimpíadas.

Daniel não teve uma boa saída, mas se recuperou rapidamente e gradualmente foi ultrapassando os competidores - exceto os chineses. Daniel fechou a prova com o tempo de 32s12. O medalhista de ouro foi Tao Zheng (30s31), que quebrou o recorde paralímpico, Weiyi Yuan foi prata (31s11) e Lichan Wang chegou em terceiro (31s35).

"Acabou, mas eu estou feliz. Só tenho de agradecer a Deus, louvado seja Ele. Deus me deu infinitamente mais do que eu pedi, se escrevesse não seria tão perfeito como foi. E agradecer à minha família. Cada braçada é para eles. Papai está chegando em casa", disse Daniel, emocionado, em entrevista ao canal SporTV.

Daniel tem 27 medalhas paralímpicas no currículo, sendo 14 de ouro, sete de prata e seis de bronze. Em Mundiais, o brasileiro tem 40 medalhas, sendo 31 de ouro, e em Jogos Parapan-Americanos, são 33 medalhas, todas de ouro.

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