Foto/Lucas Figueiredo/CBF
Público pequeno em amistoso da Seleção incomodou o técnico Tite
O Beira-Rio, em Porto Alegre, recebeu no domingo (9) a maior goleada da Seleção Brasileira desde 2012, o 7 a 0 sobre Honduras, mas pouca gente viu o jogo no estádio. Os 16.521 pagantes constituem o menor público em jogos do Brasil em casa desde a Copa do Mundo de 2014.
O público foi inferior ao de partida de janeiro de 2017, jogo em tributo aos mortos no acidente de avião da Chapecoense, contra a Colômbia, no Engenhão, e que teve 18.695 torcedores presentes. Como não era uma data Fifa, o confronto só teve atletas que atuavam no Brasil em campo.
"Minha expectativa era um público maior. Pensei que viesse mais gente, mas não sei dizer o motivo de isso ter acontecido. A grana, talvez. Ou, se fosse jogo valendo, teria um apelo maior. Esperava mais", disse Tite.
Às vésperas da estreia na Copa América, na próxima sexta-feira (14) contra a Bolívia, no Morumbi, a Seleção passou os amistosos preparatórios sem ser vaiada, tanto contra o Qatar, em Brasília (vitória por 2 a 0), quanto frente aos hondurenhos. Na capital federal, houve assédio digno do time da CBF, mas Neymar ainda estava no elenco, o que aumenta o interesse.
Em Porto Alegre, a recepção foi fria. Seis torcedores estavam no hotel quando a delegação chegou, na quinta (6) à noite. No sábado (8), cerca de 5 mil pessoas estiveram no treino aberto, cujo acesso era garantido doando 2 kg de alimento. Isso aumentou a expectativa de Tite para um bom público no domingo, o que não se concretizou.