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Paraguaios Romero e Balbuena são fundamentais na campanha arrasadora do Corinthians
A globalização do Campeonato Brasileiro bateu novo recorde: nunca houve tantos estrangeiros registrados nos times da primeira divisão nacional. A marca de 68 jogadores foi obtida no início da semana, após o anúncio oficial de mais dois gringos. O Atlético-PR fechou com o volante chileno Esteban Pavéz e o Vitória apresentou o atacante colombiano Santiago Tréllez. Graças à dupla, foram superados os 66 atletas de fora da Série A em 2016.
O número ainda pode crescer, pois a janela de contratações internacionais do Brasileirão permanecerá aberta até amanhã. A força de trabalho estrangeira invadiu 19 dos 20 clubes da elite nacional. O Atlético-GO, único time que não acompanha a tendência, é o lanterna da competição.
Desde o aumento do limite de jogadores estrangeiros por partida, anunciado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em dezembro de 2013, para as temporadas seguintes, a quantidade de atletas forasteiros nos 20 times da Série A nunca ficou abaixo de 60.
O novo regulamento expandiu de três para cinco estrangeiros relacionados por jogo. Para muitos clubes, ainda é pouco. O técnico Dorival Júnior, recém-chegado ao São Paulo, deixou o influente uruguaio Diego Lugano fora até do banco de reservas para poder escalar seus cinco titulares estrangeiros. No Flamengo, Zé Ricardo tem ignorado Darío Conca ou Federico Mancuello. A gestão mais delicada de uma comissão técnica é a do Grêmio. O tricolor tem oito gringos no elenco e, devido ao inchaço, a diretoria liberou o meia Gastón Fernández para buscar outro clube.