A Copa América 2019 não foi boa apenas dentro de campo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com o título vencido neste domingo sobre o Peru
Divulgação/Conmebol
Presidentes Alejandro Domingues (Conmebol), Jair Bolsonaro (Brasil) e Rogério Caboclo (CBF) estreitaram laços durante Copa América
A Copa América 2019 não foi boa apenas dentro de campo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com o título vencido neste domingo sobre o Peru. Nos bastidores, o novo presidente da entidade, Rogério Caboclo, usou a oportunidade para estreitar laços com o elenco da Seleção e com o governo federal, com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro, em três das seis partidas da campanha.
No que foi a primeira competição oficial com Rogério Caboclo como presidente da confederação, o cartola se aproximou de políticos. No Mineirão, durante a semifinal contra a Argentina, o cartola aproveitou da presença do ex-jogador Cafu para se aproximar de Bolsonaro. O ex-capitão da Seleção Brasileira é membro do Comitê Organizador Local da Copa América e tem boa relação com o presidente da CBF.
Com Bolsonaro, Caboclo posou para fotos e agradeceu a presença na partida de terça. Após convite da diretoria da CBF, o político levou uma comitiva grande ao Mineirão, com nove ministros. O mesmo ocorreu no domingo (7), no Maracanã, quando o presidente da República chegou acompanhado de 20 políticos, entre eles o ministro Sergio Moro (Justiça).
Os ministros Osmar Terra (Cidadania, que inclui a secretaria de Esporte) e o general Augusto Heleno (chefe do GSI) são aqueles mais próximos de Caboclo nos bastidores.
A frequência de encontros com Bolsonaro também tem servido para aumentar a proximidade entre ambos, segundo pessoas próximas. No começo do ano, os presidentes da CBF e da República se encontraram em Brasília para uma reunião.
Não foi só no ambiente político que Caboclo procurou se entrosar. Internamente, ele tenta aparar arestas com Tite, técnico da equipe.