Em alta no Barcelona, ele mesmo admite que ainda não se sente inteiramente à vontade no novo ambiente
Lucas Figueiredo/CBF
Arthur acredita que precisa de mais jogos para evoluir na seleção
Arthur rege o meio-campo da seleção brasileira com tanta lucidez que, muitas vezes, é fácil se deixar enganar e pensar que ele já está muito tempo por ali. Uma das principais novidades de Tite em seu novo ciclo, o jogador de 22 anos surge muito bem, participou dos cinco amistosos pós-Copa do Mundo até aqui, mas está apenas começando a sua história.
Em alta no Barcelona, ele mesmo admite que ainda não se sente inteiramente à vontade no novo ambiente. “Acho que éum pouco cedo para realmente estar 100% à vontade na seleção, por mais que meus companheiros sempre estejam me ajudando, dando liberdade, o professor Tite sempre falando comigo, toda a comissão (técnica)”, analisou, após a vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai, na sexta-feira, 12. “Acredito que são poucos jogos. Tenho um pouquinho a evoluir ainda”, completou.O discurso não surpreende.
O próprio meia já admitiu a importância de ter trazido a família para morar ao seu lado, na Espanha, justamente para ajudá-lo a conter um pouco a euforia ao seu redor e manter os pés no chão. Entre outros, ele teve o seu futebol elogiado por Messi e Xavi, recentemente.
O seu maior fã, no entanto, talvez esteja no banco de reservas da seleçã Tite. Auxiliar do treinador, o ex-jogador Sylvinho já disse que a comissão técnica está apaixonada pelo futebol do ex-gremista.
Entre os seus companheiros, a brincadeira é de que ele joga de terno, tamanha a elegância ao reger as ações no meio e nas passadas para levar o time ao ataque. É o ritmista, termo utilizado de forma recorrente por Tite, que a equipe tanto se ressentiu de não contar em sua campanha na Rússia.
A reverência por ele é tal que, num bate-papo informal com Pep Guardiola, do Manchester City, ao ser perguntado sobre Fred, então no Shakhtar Donetsk, o treinador chegou a dizer que considerava Arthur ainda melhor.
Diante dos uruguaios, o atleta do Barcelona não teve a sua melhor atuação e, com a faixa de meio-campo especialmente embolada, teve dificuldade para infiltrar e construir mais próximo da área adversária. (UOL/FOLHAPRESS)