Professora Júlia acredita que Uberaba poderá revelar atletas de alto nível na ginástica
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Professora Júlia acredita que Uberaba poderá revelar atletas de alto nível na ginástica
Arthur Zanetti foi prata nas argolas na Rio 2016. No solo, Diego Hypólito e Arthur Nory ficaram com prata e bronze, respectivamente. A melhor campanha da história do Brasil em Olimpíadas aumentou ainda mais o sonho dos jovens ginastas uberabenses em participarem dos jogos olímpicos.
No início deste mês, a uberabense Roberta de Souza, de apenas 12 anos, conquistou a medalha de bronze em sua categoria no solo dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg). A jovem se espelha em Daiane dos Santos e acredita que um dia poderá repetir o feito da ex-ginasta.
“Participo de competições no solo e na trave há cerca de três anos. Além de ser muito bom para a saúde, a ginástica é uma das razões da minha vida. Quem não gostaria de participar de um Mundial e de uma Olimpíada? Estou me preparando para isso”, afirma a adolescente.
A professora Júlia de Oliveira Gontijo trabalha há oito anos com ginástica artística. É ela quem ensina semanalmente Roberta e outras 100 crianças e adolescentes de ambos os sexos no Cemea Abadia. São jovens entre seis e 18 anos, divididos em três turmas.
“No começo, era apenas um trabalho social. Mas os bons resultados em competições estaduais e nacionais nos trazem pretensões maiores. Uberaba será capaz de revelar atletas de alto nível. A Olimpíada os estimulou ainda mais. A cada dia eles aprendem algo novo”, revela a professora.
Surdos – Atleta e professora de ginástica, Larissa Alves, de apenas 19 anos, é responsável pela turma de alunos da Escola para Surdos Dulce de Oliveira. São mais de 10 jovens com idades entre 11 e 21 anos, comandados por ela. “Enquanto ginasta participei e ainda participo de diversos campeonatos. São vários anos de dedicação ao esporte. É muito gratificante poder passar um pouco da minha experiência a eles”, pontua Larissa.