A judoca brasileira Rafaela Silva, 27, foi flagrada em um exame antidoping realizado no dia 9 de agosto, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima
A judoca brasileira Rafaela Silva, 27, foi flagrada em um exame antidoping realizado no dia 9 de agosto, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, com a substância fenoterol. Ela está presente no berotec, medicamento utilizado no dia a dia para o tratamento de doenças respiratórias.
Em entrevista coletiva na tarde de ontem, no Rio de Janeiro, a atleta afirmou que não sofre de asma e que a substância entrou no seu corpo por meio do contato com a bebê de uma amiga e parceira de treino. Segundo Rafaela, a filha de Flávia Rodrigues tem a doença e faz uso da medicação.
"Tenho o costume de brincar dando o nariz para a criança ficar chupando, como se fosse uma chupeta ou uma mamadeira. O que pode ter acontecido é que, conforme ela ia chupando o meu nariz, eu ia inalando a substância e mandando para o meu corpo", disse.
Uma possível suspensão da brasileira, que pode chegar a dois anos e tirá-la da Olimpíada de Tóquio-2020, será analisada pela Federação Internacional de Judô. A entidade ainda não abriu um procedimento para analisar esse caso, e no momento a atleta não está impedida de treinar ou competir. Ela inclusive deverá participar de um torneio nacional neste sábado (21).
Recentemente, Rafaela foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e de bronze no Mundial realizado no Japão no fim de agosto. Também ajudou o Brasil a ficar com a terceira posição por equipes. Caso uma suspensão seja confirmada, esses resultados devem ser invalidados.
De acordo com a atleta, o exame a que foi submetida no Mundial, 20 dias depois daquele que fez durante o Pan, não acusou a presença de nenhuma substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada).