O mesmo pedido para renúncia do presidente da FMF já havia sido feito pelo presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil
Em carta aberta divulgada no site oficial do Cruzeiro neste sábado, o presidente Zezé Perrella pediu a renúncia imediata do presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Lincoln Afonso Bicalho. O mesmo pedido já havia sido feito pelo presidente do arquirrival Atlético-MG, Alexandre Kalil. As denúncias contra Lincoln aconteceram logo depois do clássico entre Cruzeiro e Atlético, que teve a vitória do time celeste por 2 a 1. Veja a carta na íntegra: “Foi com muita estranheza que o Cruzeiro Esporte Clube acompanhou a falta de reação diante das graves denúncias feitas contra integrantes da Federação Mineira de Futebol, após o último clássico Cruzeiro e Atlético. Não ouvimos do senhor Lincoln Afonso Bicalho a mínima reação e indignação, comuns às pessoas injustiçadas. Gostaríamos de crer que as denúncias contra o responsável pela escala de árbitros e à Federação eram infundadas e careciam de provas. Porém, diante da covardia dos acusados, só nos resta concluir que os mesmos estão aterrorizados e intimidados pelo acusador e por alguns membros de sua torcida, que foram à Federação com o único intuito de pressioná-la. Essa prática, que não é nova, foi usada com sucesso em 2007, pelo então presidente do Clube Atlético Mineiro, senhor Ziza Valadares. O Cruzeiro Esporte Clube, diante de todos estes deploráveis acontecimentos e por entender que o senhor Lincoln Afonso Bicalho não tem a menor condição de continuar ocupando o cargo, pede que este renuncie imediatamente. Somente assim será possível manter a transparência, lisura e credibilidade que a competição exige. Os subordinados à V. Exa, depois de sua covardia, letargia e falta de comando na questão estão, sem dúvida alguma, intimidados e apavorados em apitar os jogos de Cruzeiro e Atlético. E essa insegurança pode ser fatal para o Campeonato. Caso o senhor Lincoln Afonso Bicalho não tenha coragem de renunciar, esperamos que o presidente da FMF, senhor Paulo Schettino, o demita imediatamente, para o bem da competição e garantia da idoneidade que o cargo de confiança demanda. Até aqui, esperou-se do presidente da Federação Mineira de Futebol uma postura firme em defesa da instituição, mas, lamentavelmente, isso também não aconteceu. Não podemos esquecer que a FMF foi acusada de “abrigar uma gangue”. Está, portanto, nas mãos do senhor dar dignidade ao futebol mineiro.”