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Arbitragem de Carlos Amarilla foi muito contestada por dirigentes corintianos
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu formalmente à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que seja realizada apuração rigorosa do caso envolvendo o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Isso pelas suspeitas levantadas sobre a partida entre Corinthians e Boca Juniors, em 2013, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América.
Em nota, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, cobrou a entidade sul-americana, da qual é representante junto à Fifa. “O caso é grave e precisa ser apurado. Temos um clube brasileiro que pode ter sido prejudicado e é dever da CBF defendê-lo até as últimas consequências. Temos plena confiança na Conmebol e no presidente Juan Angel Napout e temos certeza de que tudo será esclarecido", disse Del Nero, que enviou ofício à Conmebol com a cobrança.
De acordo com gravações divulgadas no domingo (21) pelo canal "TV América", da Argentina, Grondona teria agido diretamente para escalar Carlos Amarilla naquele polêmico jogo, no qual o time brasileiro teve dois gols anulados e dois pênaltis não marcados - acabou sendo eliminado da competição naquele confronto.
Na conversa, o então presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, fala com o representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol, Abel Gnecco, que conta como foi o processo de escolha do paraguaio. Segundo ele, o acordo foi feito com Carlos Alarcón, representante paraguaio na comissão de árbitros da entidade, que teria ligado para lhe oferecer Amarilla para apitar o duelo válido pela competição continental.