O Comitê de Reformas instaurado pela CBF teve ontem a sua primeira reunião, na sede da entidade. O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, foi escolhido presidente do conselho com 17 integrantes, entre ex-jogadores, técnicos, advogados, executivos e dirigentes. Além desse grupo, haverá subcomissões que abordarão temas específicos.
A medida, de acordo com a CBF, se inspira na Fifa, que também criou um Comitê de Reformas após a prisão de dirigentes em Zurique, em maio do ano passado. O comitê da Fifa, porém, trabalha de forma independente da entidade, o que não acontecerá na CBF.
Carlos Alberto Parreira foi o único do grupo a não comparecer - ele está nos Estados Unidos. A entidade pretende "acelerar" o trabalho em cinco temas: reforma do estatuto, código de ética, licenciamento e registro; calendário; e futebol feminino. A próxima reunião acontecerá dentro de um mês. Feldman antecipou que Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Bahiana de Futebol, liderará o grupo de reforma do estatuto.
Os pontos a serem analisados pelo Comitê de Reformas sã reforma do estatuto da CBF; implementação do Código de Ética e do Comitê Disciplinar do Futebol; medidas de transparência; desenvolvimento de Regulamento Nacional de Concessão de Licença de Clubes; fomento de ações de responsabilidade social; internacionalização do futebol brasileiro; aprimoração da legislação desportiva; desenvolvimento do futebol feminino; desenvolvimento das categorias de base; tecnologia e inovação no futebol; direitos de atletas e demais profissionais do futebol; direitos de transmissão; calendário; aprimoramento da arbitragem; programa de formação de profissionais do futebol; e democratização e engajamento da torcida brasileira.