ESPORTE

CBF não consegue estancar saída de jogadores para o exterior

A entidade máxima do futebol brasileiro contabilizou 1.176 transferências, 91 saídas a mais que no ano passado.

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 15:03
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A Confederação Brasileira de Futebol diz que está trabalhando para evitar a saída de jogadores do país, mas parece que esse trabalho tem sido em vão. O êxodo de atletas brasileiros para o exterior bateu o recorde em 2008. A entidade contabilizou 1.176 transferências, 91 saídas a mais que no ano passado, que já havia sido o recorde.   Como em todos os anos, Portugal é o maior comprador do “pé-de-obra” brasileiro. A lista de CBF aponta 209 transferências para terras lusitanas.   É um número menor que o do ano passado, quando 207 brasileiros foram para lá. Porém, o futebol português continua disparado como o maior importador.   Depois de Portugal, o país que mais contratou brasileiros foi a Alemanha, com 58,34% a mais que na última temporada. Em seguida vem a Itália, com 53 jogadores. O curioso é que a Suécia, com pouca bagagem no futebol mundial, aparece em quarto no ranking, com 46 contratações. O número é amplamente superior com relação a 2008, quando apenas 19 atletas brasileiros foram para o país.   O Oriente Médio manteve a tendência de novo porto seguro, movido pelos petrodólares. Juntos, Qatar, Emirados Árabes e Arábia Saudita contrataram 44 jogadores do Brasil, entre eles Fernandão (ex-Internacional), Aloísio (ex-São Paulo) e Roger (ex-Grêmio). Entre os clubes, o maior exportador foi o Internacional.   A equipe gaúcha repassou 17 jogadores para o exterior em 2008, três a mais que o rival Grêmio. Já em São Paulo, o Corinthians tomou a dianteira na temporada. Foram 16 corintianos distribuídos pelo mundo. Santos, São Paulo e Palmeiras não ficaram muito atrás. O time da Vila Belmiro negociou 14 jogadores. Os vizinhos de CT na Barra Funda mandaram 13 jogadores cada um para fora do país.   Para tentar evitar a debandada em massa, a CBF determinou duas janelas de negociações. A primeira começa no dia 2 de janeiro e termina em 25 de março. A segunda, mais curta, vai de 3 a 31 de agosto. Faz dois anos que essa regra está em vigor, mas a cada temporada o número de transferências para o exterior é maior.   Os valores das transferências de jogadores brasileiros para o exterior ainda não foram totalizados, mas, no ano passado, as cifras passaram dos US$ 200 milhões. Em uma divisão radical, é um valor baix cerca de R$ 400 mil por negociação. Só o volante flamenguista Renato Augusto foi negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha, por R$ 25 milhões.   Para o ano que vem, a tendência é que haja um freio nas negociações por causa da crise econômica mundial. Muitos clubes europeus começaram a repensar seus negócios. O Chelsea de Luiz Felipe Scolari, por exemplo, já avisou ao treinador que não fará investimentos no início do ano.

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