A Confederação Brasileira de Vôlei negou a informação de que teria recebido pedidos de registro de atletas transexuais
A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) negou a informação de que teria recebido pedidos de registro de atletas transexuais. A entidade confirmou que não foi procurada para inscrição de competidoras que tenham nascido ou tido registro social como homem.
"A Confederação Brasileira de Voleibol não recebeu nenhum novo pedido de registro de alguma atleta mulher que tenha nascido/tido registro social como homem", informou a entidade em nota oficial.
Na segunda-feira (1º), a ex-jogadora Ana Paula Henkel disse, em publicação no Twitter, ter recebido a informação de que existiriam nove pedidos de atletas transexuais para jogar a Superliga Feminina. No post, ela pedia a confirmação da CBV. Em seguida, Ana Paula publicou ter recebido confirmação de uma pessoa ligada à CBV de que haveriam três pedidos. A entidade desmentiu a ex-jogadora.
A entidade que comanda o vôlei brasileiro e responsável pela Superliga ainda afirmou que foi consultada por federações locais sobre o critério adotado para a inclusão de atletas transexuais. A CBV informou que segue o consenso do COI (Comitê Olímpico Internacional) de novembro de 2015 sobre o reposicionamento de gênero e hipoandrogenismo.
A regra citada pela entidade exige qualquer atleta passe por tratamento hormonal e faça testes regulares para comprovar que seu nível de testosterona está abaixo de 10nmol/L.