A menos de um mês do Mundial de Xangai, o maior nome da natação brasileira foi pego no antidoping. Cesar Cielo, campeão olímpico e mundial, teve resultado adverso para a substância proibida furosemida, geralmente encontrada em diuréticos, em um exame feito no Troféu Maria Lenk, em maio. Além dele, outros três nadadores também foram flagrados: Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa, o único dos quatro que não faz parte do projeto P.R.O. 16, idealizado por Cielo. Em painel realizado ontem, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) decidiu punir os atletas apenas com a perda dos resultados do Maria Lenk e uma advertência, alegando que eles explicaram como o diurético entrou no organismo e concluindo que não houve aumento de desempenho. O caso foi encaminhado para a Federação Internacional de Natação (Fina), que pode aceitar a decisão ou estipular sua própria punição.
Em nota oficial divulgada logo após a confirmação da CBDA, Cielo se disse um "atleta exemplar" e alegou que houve contaminação na manipulação de um suplemento alimentar. O painel, presidido pelo Prof. Dr. Eduardo de Rose e também composto pela Dra. Sandra Soldan, Dr. Marcus Bernhoeft e o Dr. Cláudio Cardone, considerou o histórico dos atletas e o regulamento da Federação Internacional de Natação, que permite punição desde uma advertência até dois anos de suspensão. Os quatro atletas declinaram do direito de realização da amostra B.
Segundo comunicado enviado pela CBDA, os atletas "definiram com precisão como o diurético entrou no organismo, restando comprovado que não houve aumento dos seus desempenhos, fato que não ocorreu nesta competição." Na manhã de ontem, Cielo e Nicholas Santos não foram ao treino, no Centro Olímpico do Ibirapuera, em São Paulo. Os atletas teriam alegado motivos pessoais pela ausência.