Um caso de fraude na São Silvestre, protagonizado por um grupo de atletas, causou revolta nas redes sociais. Os corredores clonaram o mesmo número de inscrição, o 23023
Um caso de fraude na São Silvestre, protagonizado por um grupo de atletas, causou revolta nas redes sociais. Os corredores clonaram o mesmo número de inscrição, o 23023, para participar da mais tradicional corrida de rua do Brasil e que encerra o calendário esportivo brasileiro há décadas.
Em imagens que circulam na internet é possível identificar várias pessoas correndo com o mesmo número de inscrição, entre rapazes, mulheres e até um idoso. Em todas as fotos o nome do corredor também se repete: Valter, que não consta na lista final de classificados.
O Comitê Organizador da São Silvestre busca, agora, identificar cada um dos corredores que utilizaram o mesmo número de inscrição de Valter.
Depois que a fraude foi descoberta, internautas passaram a procurar em sites com arquivos de fotos das edições anteriores da prova. Resultad a mesma prática foi constatada nas edições de 2016, com o número 6231; 2015, com o número 24873, e 2014, com o registro 22466.
Cerca de 30 mil pessoas participaram da São Silvestre na virada do ano, com representantes de 27 estados brasileiros e outros 39 países. O grande combate da Organização da prova é diminuir o número de “pipocas” (corredores que não pagam a taxa de inscrição e participam das provas). Em 2016, o número de corredores irregulares chegou a 15 mil pessoas, caindo para menos de três mil em 2017. Mais um problema, porém, surgiu neste ano, com o caso da duplicação dos números de inscrição.
O etíope Dawitt Admasu e a queniana Flomena Cheyech foram os mais rápidos entre os 30 mil participantes da 93ª edição da São Silvestre e venceram as provas no masculino e feminino, respectivamente.