Diferentemente do que acontece em outras federações, como as goianas e paulistas, por...
Diferentemente do que acontece em outras federações, como as goianas e paulistas, por exemplo, na Federação Mineira de Futebol (FMF) não existe nenhum tipo de ajuda, mesmo que seja de custo, aos clubes. Quem afirma é o presidente do Uberaba Sport, Luiz Humberto Borges. “A FMF é uma entidade arrecadadora. Não repassa um centavo aos clubes”, declarou o presidente, esclarecendo também que muitos clubes já solicitaram a redução das altas taxas cobradas pela Federação. Porém, todos os pedidos foram negados. “Eles alegam que a FMF está insolvente e, por isso, não pode abrir mão das receitas”, ressaltou. Luiz Humberto lembrou também o fato de que até o momento, depois de dois jogos realizados em casa, contra Ituiutaba e Uberlândia, o clube conseguiu cobrir todas as despesas administrativas, como pagamentos à FMF, trio de arbitragem e outras. Tendo ou não renda suficiente, frisou, os clubes precisam pagar as taxas. “No caso de as receitas não cobrirem os gastos é preciso encontrar alternativas. Tem nos sobrado pouco; no entanto, as despesas estão sendo pagas com as rendas”, explicou. Segundo o dirigente, a FMF não repassa balanços mensais com prestação de contas aos clubes; as prestações de conta da entidade são anuais e apresentadas em assembleia ao conselho da mesma. Rebelar seria a solução? Para Luiz Humberto esta bem poderia ser uma opção. Todavia, lamenta a desunião e a acomodação dos clubes interioranos, sobretudo os da região do Triângulo Mineiro, com os quais ele já tentou reativar a Liga do Triângulo. “Há algum tempo convoquei uma reunião para estudarmos o assunto, mas apenas representantes de dois clubes compareceram. Nem o Nacional, de Uberaba, participou. Enfim, estão aceitando a situação”, lamentou. Outro lado. A equipe do Jornal da Manhã tentou conseguir dados sobre prestações de contas da Federação. Por telefone, ficamos cientes, através da assessoria de comunicação da entidade que informações de como e onde são investidas e aplicadas as receitas só poderão ser repassadas mediante pedidos oficiais. Ou seja, através de ofício encaminhado ao presidente da FMF, Paulo Sérgio Miranda Schettino.