Associação dos Clubes Olímpicos deixou claro que também deseja ter voz e vez nas decisões da entidade do esporte olímpico nacional
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Clubes contam com 6.765 atletas federados e mais de R$ 570 milhões em investimentos
Agora é a vez dos clubes. Após toda a polêmica envolvendo o número de atletas que deveriam tomar parte nos processos decisórios do Comitê Olímpico do Brasil (COB) - foi decidido que serão 12 -, a Associação dos Clubes Olímpicos deixou claro que também deseja ter voz e vez nas decisões da entidade nacional.
“Queremos ter direito a duas vagas de membros independentes no Conselho Administrativo do COB. Aos poucos, fomos perdendo voz no esporte brasileiro, ao longo do tempo, e a estrutura do esporte brasileiro está errada, no que diz respeito à divisão de poder, divisão de receitas. Por isso, estamos refundando a Associação dos Clubes Olímpicos”, declarou o vice de Esportes Olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa.
De acordo com os dirigentes, a falta de uma Política Nacional de Esportes, jamais implantada no país, leva a tentativas seguidas de fazer reparos, em vez de contar com uma estrutura nova. Segundo Póvoa, o problema não seria a falta de dinheiro, já que existem verbas federais e leis de incentivo. Entretanto, o setor privado no Brasil vira as costas, e o sistema o obriga a investir nas confederações e não nos clubes.
Recentemente, dez clubes formadores de atletas enviaram ao COB uma carta reivindicando dois assentos de membros independentes no Conselho de Administração da entidade. Segundo os dirigentes, apesar de o presidente do COB, Paulo Wanderley, ter respondido de forma cordial, informando que o Estatuto só pode ser reformado a cada dois anos, e acabou de ser alterado agora, não é isso o que os clubes necessitam.
Os dirigentes desejam tomar parte no Conselho de Administração, que é fundamental para toda ação do COB. O Conselho também vai discutir verbas da Lei Agnelo-Piva, que eles consideram favorável às confederações, em prejuízo dos clubes.