ESPORTE

Clubes pedem punição à Raposa por aliciamento de jovem

MCFFB enviou uma carta à organização da Nike Premier Cup para repudiar a atitude do Cruzeiro referente às categorias de base

Folhapress
Publicado em 30/03/2019 às 12:20Atualizado em 17/12/2022 às 19:29
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O Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCFFB) enviou uma carta à organização da Nike Premier Cup para repudiar a atitude do Cruzeiro referente às categorias de base. O campeonato é realizado anualmente no primeiro semestre, e o clube celeste é acusado de aliciamento do jogador Vítor Roque, de 14 anos, prática negada pela diretoria celeste. 

A acusação de aliciamento parte do rival do Cruzeiro, o América, e foi antecipada pelo portal Superesportes no último fim de semana. Vítor Roque fazia parte do plantel americano, mas passou a treinar no Cruzeiro a partir deste mês, quando completou 14 anos, idade mínima para assinar um contrato. O UOL teve acesso à carta de repúdio feita pelo MCFBB depois de acionado pelo América.

"...o MCFBB vem manifestar nosso desprezo pela conduta adotada pelo Cruzeiro EC que desconsiderou o América FC (MG) ao receber um de seus atletas na Toca da Raposa. Mesmo após ser informado pela diretoria do MCFFB que isso estava configurado como 'aliciamento e roubo' de atleta, a diretoria do Cruzeiro EC se manifestou comunicando que permaneceria com o atleta sem que houvesse qualquer acordo ou contato com o América FC".

A carta ainda cita que, caso o Cruzeiro participe da Nike Premier Cup 2019, "muitos dos clubes convidados pela organização declinarão do convite". Um eventual boicote do Cruzeiro não seria algo inédito, já que o Athletico-PR e o Vasco já foram desconvidados a participarem de competições da base pelo mesmo motivo.

Vítor terminou o ano passado como vice-campeão mineiro sub-14 pelo América. Apesar do segundo lugar, o atacante terminou a competição como artilheiro, marcando oito gols.

Só após o contato com a reportagem, Guilherme Cruz, superintendente de futebol da base do Cruzeiro, alegou ter tomado conhecimento da carta de repúdio. Segundo o diretor, o jogador não tinha mais vínculo com o América e chegou ao Cruzeiro depois de ser avaliado e aprovado em uma peneira. "Estou sabendo disso (carta de repúdio) por você. Mas o Cruzeiro está tranquilo em relação a essa situação, porque o América teve o atleta, que passou por uma avaliação no Cruzeiro. O Cruzeiro não fez nada sobre aliciamento do atleta. Se o América quer fazer alguma reclamação, tem que ser sobre o atleta", disse Guilherme.

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