Normalmente, as semanas dos clássicos agitam os times. Quando são decisivos, como o de logo mais, valendo uma vaga na final do Campeonato Mineiro, pior ainda. Só que o Coelho mudou sua tática. Trabalha com tranquilidade, muito em função do resultado alcançado no primeiro jogo, quando venceu a Raposa por 3 a 2, e joga hoje com a vantagem do empate para garantir a classificação, voltando a disputar uma final depois de 11 anos. O técnico Givanildo Oliveira mostra aos jogadores que eles precisam se concentrar unicamente no que terão de produzir, fugindo de qualquer provocação em função dos lances da primeira partida, em especial ao revide pela atitude de Alessandro, que depois de fazer o terceiro gol saiu balançando os braços insinuando que estava tudo acabado para o rival.
A ordem no América é pensar apenas na classificação. “Tudo será definido dentro de campo, mas ninguém pode antecipar absolutamente nada, porque todos os jogos que fizemos este ano diante do Cruzeiro foram equilibradíssimos e domingo será da mesma forma”, avisa o experiente Fábio Júnior. No amistoso em Uberlândia, abrindo a temporada, seu time venceu por 3 a 2; pela oitava rodada da primeira fase do Estadual, o adversário ganhou de virada por 2 a 1 e, no domingo anterior, no primeiro jogo das semifinais, o Coelho foi superior e venceu.