Finalmente as pendências foram resolvidas, os valores ajustados, o tempo acertado. E o contrato, enfim, assinado ontem. O novo compromisso que Cruzeiro e Montillo celebraram torna o jogador um dos mais bem pagos da história do clube, ganhando cerca de US$ 165 mil (ou R$ 295 mil) mensais, números que ainda serão inflados pelos royalties da venda de camisas e por outras estratégias de marketing.
O acerto foi alcançado na noite de sexta-feira, depois de cinco dias de reuniões entre a diretoria celeste e o empresário do argentino, Sergio Irigoitia. O atual vínculo, que vai até agosto de 2015, foi prorrogado até dezembro do mesmo ano.
Para chegar aos valores, além de contar com o apoio do fornecedor de material esportivo, a diretoria celeste contou com o aporte financeiro de um investidor, cuja identidade está sendo mantida em sigilo. Ele teria bancado o montante total do reajuste, que seria de R$ 75 mil por mês. Não foi divulgada qual seria a contrapartida celeste.
Este foi o sexto aumento salarial recebido por Montillo desde que ele chegou à Toca da Raposa II, em agosto de 2010. Os cinco primeiros estavam previstos no contrato inicial, mas para serem dados ao longo dos cinco anos de duração. Ele reivindicou a nova correção como recompensa por não ter se transferido para o Corinthians, que ofereceu pagamento mais alto (cerca de R$ 450 mil) e luvas, mas não fechou acerto com o Cruzeiro, que cobrava R$ 36 milhões, enquanto os paulistas ofereciam em torno de R$ 20 milhões para levá-lo.
Com o novo acordo, o jogador, que inicialmente recebia dentro da média do grupo celeste, subiu para o topo da folha de pagamento, ultrapassando o ídolo Fábio. Nada mal para quem ganhava cerca de US$ 12,5 mil (ou R$ 22,5 mil) na Universidad de Chile.