Seleção enfrenta França na tarde deste domingo, no Stade Océane, em Le Havre
Lucas Figueiredo/CBF
Debinha é uma das principais peças da Seleção Brasileira da nova geração
Com Debinha, 27, a atacante que desponta como a craque da geração que sucederá a de Marta, Cristiane e Formiga na Seleção Brasileira, os diminutivos acabam no apelido decorrente da altura modesta: 1,58 m.
Em sua primeira Copa, ela tem dado amostras da envergadura de seu futebol a todo momento. Dribla, acelera jogadas, faz infiltrações pelas laterais que não raro desnorteiam as zagueiras adversárias.
O misto de habilidade e velocidade remete à característica de Ronaldinho, um de seus ídolos e, porque não, ao perfil de outro modelo para esta mineira de Brazópolis, o piloto Ayrton Senna (1960-1994).
Com esses trunfos, ela espera poder pesar no jogo do Brasil contra a França, neste domingo (23), às 16h (de Brasília) pelas oitavas de final do Mundial, e começar a reverter um retrospecto amplamente favorável para as europeias. Em sete embates até hoje, houve três vitórias francesas e quatro empates. Do último encontro, em novembro passado, as agora anfitriãs saíram com um placar favorável de 3 a 1. Debinha reconhece as qualidades das oponentes, mas não se intimida.
“A gente tem peças que podem resolver individualmente. Vamos jogar de igual para igual. Elas (francesas) vão ter uma força maior. O público empurra. Tivemos essa experiência no Brasil. Mas dentro de campo é 11 contra 11”, analisou a camisa 9.
Anfitriã. A França vive uma lua de mel com a torcida. Após a estreia com goleada por 4 a 0 sobre a Coreia do Sul, revistas e jornais locais dedicaram amplo espaço à seleção feminina.
A Federação Francesa de Futebol (FFF) aposta no sucesso do time para impulsionar ainda mais o futebol feminino. Apesar do status de esteio da equipe, ela não é infalível. Fez gol contra na partida diante da Noruega que quase complica a classificação francesa e perdeu um pênalti na fraca apresentação contra a Nigéria.
No ataque, a estrela é Eugénie Le Sommer, 30, outro nome do Lyon e segunda maior artilheira da história da equipe, com quase 80 gols. As mais jovens Cascarino, 22, e Diani, 24, também demandarão atenção da defesa brasileira.