Confederação Sul-Americana de Futebol e o Comitê Organizador Local da Copa América minimizaram os jogos com arquibancadas vazias
A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e o Comitê Organizador Local (COL) da Copa América minimizaram os jogos com arquibancadas vazias e fizeram um balanço "positivo" da presença de público na primeira fase da competição.
"Um jogo que atrai 40 mil pessoas em qualquer lugar do mundo é no mínimo interessante. A média de público teve um aumento e vislumbramos um aumento maior [na fase eliminatória]", afirmou Agberto Guimarães, diretor-geral do COL em encontro com a imprensa nesta terça-feira (25), no estádio do Maracanã.
Na primeira fase da competição, a média de comparecimento aos estádios foi de 28,7 mil, taxa de ocupação inferior a 50%. Na edição passada, realizada nos Estados Unidos, esse número foi de 59%, com cerca de 41.094 presentes por confronto; já no Chile, em 2015, a ocupação chegou a 79% dos estádios após os 18 primeiros jogos (21.847 pessoas por duelo).
Além de vazios, alguns confrontos tiveram muitos não pagantes (convidados da organização, donos de cadeiras cativas e portadores de ingressos cortesia). A vitória do Uruguai por 1 a 0 sobre o Chile, neste domingo (23), teve 8.167 não pagantes para 49.275 pagantes. Os casos mais extremos foram Equador x Japão e Venezuela x Bolívia, em que houve mais pessoas que viram o jogo sem pagar frente aos que compraram o ingresso.
"A gente tem as cadeiras cativas, que são propriedades e seus proprietários têm direito de acesso aos jogos", explicou Thiago Januzzi, gerente-geral do COL.
No quesito arrecadação, o evento apresentou rendas bem acima do normal do futebol brasileiro. No total, a primeira fase teve cerca de R$ 110 milhões de renda bruta. Só no jogo de estreia entre Brasil e Bolívia, mais de R$22 milhões foram obtidos com os ingressos dos 46 mil pagantes (o que representou 69% de taxa de ocupação).