Pouco tempo de casa e muitos ajustes a serem feitos. Assim trabalha Rogério Micale, que precisa encontrar soluções que mudem a cara do Atlético
Pouco tempo de casa e muitos ajustes a serem feitos. Assim trabalha o técnico Rogério Micale, que precisa encontrar soluções que mudem a cara do Atlético mesmo com os curtos períodos de treinos entre os jogos de uma incessante maratona que é o futebol no país. Por isso, o treinador descarta mudanças drásticas do trabalho de seu antecessor Roger Machado e aposta na conversa para dar um novo padrão ao time alvinegro.
“O meu dedo vai ter que aparecer a cada dia que estiver à frente da equipe. A minha concepção de futebol, minhas ideias. Vamos tentar implantar, mesmo sem tempo para trabalhar em campo. Não posso mudar drasticamente tudo, porque não temos tempo para isso. Não vejo futebol dessa forma. Tem que ser gradativo. É preciso fortalecer algo e depois ramificar ideias de jogo. Aceitei o cargo desta forma”, disse.
Apesar de falar em evitar mudanças drásticas, Micale já fez experiências de peso, de forma gradativa, em suas três partidas no comando do Galo. Na estreia, na Copa do Brasil, contra o Botafogo, escalou um time mais leve, sem centroavante. No jogo seguinte, diante do Coritiba, o treinador deixou no banco de reservas medalhões como Robinho e Elias. Ele promoveu Gustavo Blanco e Pablo no time titular. Já no último jogo, contra o Corinthians, Robinho voltou a ficar no banco, enquanto Elias voltou ao time na vaga de Adilson.
A campanha no Campeonato Brasileiro é decepcionante. O time ocupa apenas a 10ª posição, com 23 pontos somados. A trajetória como mandante é que complica o Alvinegro. Em dez jogos em casa, foram seis derrotas, dois empates e apenas duas vitórias. O técnico atleticano vê que o problema não é apenas de sua equipe, mas acredita que o Galo tem força e atletas de qualidade para mudar a situação.