A Chapecoense prestou diversas homenagens, na sexta-feira (29), às vítimas do acidente aéreo ocorrido há exatos três anos, com o voo que levava o elenco do clube para a disputa da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. 71 pessoas, entre atletas, dirigentes, jornalistas e tripulantes do voo faleceram na ocasião - houve seis sobreviventes.
A primeira ação foi o plantio de lírios da paz, realizado pelos parentes das vítimas, no átrio Davi Barella Dávi, anexo à Arena Condá, estádio da Chape. O local foi construído após a tragédia. Depois, foi feita uma caminhada com familiares e torcedores do clube até a Catedral Santo Antônio, principal igreja da cidade de Chapecó.
Por fim, uma missa foi celebrada no local. A orquestra sinfônica de Chapecó se apresentou e as luzes de Natal da cidade foram acesas. O zagueiro Neto, um dos sobreviventes, pediu amor às pessoas.
Neto foi o único dos sobreviventes brasileiros que esteve nas homenagens. Dentre os outros, o lateral Alan Ruschel hoje joga pelo Goiás; o goleiro Jakson Follmann tem participado do programa de calouros Popstar, da TV Globo, e o radialista Rafael Henzel faleceu em março de 2019, após sofrer um ataque cardíaco enquanto jogava futebol.
Três anos após o acidente, a Chapecoense vive seu pior momento nos gramados. Se no ano seguinte à tragédia a equipe conquistou uma vaga na Libertadores, hoje o alviverde catarinense sofreu seu primeiro rebaixamento na história faltando três rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.
Em entrevista ao Estado, o presidente do clube, Paulo Magro, atribuiu a situação às dificuldades financeiras vividas pela equipe.