Confederação Brasileira de Futebol decidiu desistir do recurso que poderia diminuir em um jogo a suspensão de Neymar
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu desistir do recurso que poderia diminuir em um jogo a suspensão de Neymar. Isso por dois motivos: a chance de alterar a pena era praticamente inexistente e o próprio abatimento do jogador.
Cansado após temporada estressante pelo Barcelona, ele deu sinais de que preferia desligar-se da delegação, entrar em férias e descansar a cabeça. O próprio Neymar estava se sentindo desconfortável. Ele assumiu ter errado perante os companheiros - ao deixar a delegação admitiu isso aos jornalistas - e realmente estava convencido de que, ficando com o grupo só para treinar, atrapalharia mais do que ajudaria.
Por isso, foi batido o martelo sobre sua saída da delegação. Assim, no final da noite do domingo (21), início da madrugada, os atletas se despediram do jogador.
Do ponto de vista da legislação esportiva, os indícios dados pelo equatoriano Guillermo Saltos, o presidente da Câmara de Apelações da Conmebol que iria julgar sozinho o recurso, era de que não reformaria a decisão. Dentro da estratégia de defesa, pensou-se até em fazer o jogador se apresentar perante Saltos. No entanto, seria a primeira vez que a Câmara de Apelações, a segunda e definitiva instância do tribunal da entidade sul-americana, teria uma sessão com a presença do réu.