
(Foto/Bruno Cantini)
O Atlético Mineiro conta com um dos melhores elencos da América do Sul, uma equipe recheada de craques para brigar por títulos. Atletas como Guilherme Arana, Hulk e Cristian Pavón encabeçam a lista dos ótimos nomes do Galo Mineiro.
Inclusive, o time inclusive fechou patrocínio máster com uma das maiores casas de apostas do mundo para arrecadar mais, a Betano. Mas é justamente quando falamos no lado financeiro da equipe que os torcedores mais se preocupam.
O Atlético Mineiro contraiu a maior dívida da história do futebol brasileiro. Como comparação, no último balanço anual, em 31 de dezembro de 2022, a equipe já passava dos R$ 2 bilhões.
Dentro desse valor, estão R$ 440 milhões em dívidas atreladas ao financiamento para a construção da Arena MRV, que será inaugurada diante do Santos, pelo Brasileirão. Hoje, a diretoria diz que o valor baixou, mas segue alto, na casa dos R$ 1,8 bilhão.
O endividamento do Atlético Mineiro não começou hoje. O clube tem um faturamento abaixo do endividamento, fazendo o saldo negativo disparar. Fizemos um comparativo das últimas temporadas, confira abaixo os valores em reais:

Além dos juros altos, o desempenho abaixo na última temporada contribui negativamente. Com um elenco caro, já que a folha anual em 2022 foi de R$ 277 milhões, o Galo ficou apenas na sétima posição no Campeonato Brasileiro. Além disso, foi eliminado nas oitavas da Copa do Brasil e quartas da Libertadores.
Em 2023, o cenário em campo segue praticamente o mesmo. A equipe foi eliminada nas oitavas da Copa do Brasil e Copa Libertadores. Já no Brasileirão, a equipe está 21 pontos atrás do líder Botafogo, na 11ª posição.
Com o desempenho abaixo, os valores das premiações também diminuem, o que gera impacto direto na arrecadação da equipe, seja por direitos televisivos ou venda de produtos oficiais.
Para tentar solucionar o problema, o Atlético Mineiro se tornou SAF, Sociedade Anônima de Futebol. A aprovação do Conselho Deliberativo do clube aconteceu em julho, através da Galo Holding, liderada pelos 4 R’s, Rubens e Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador.
Dessa forma, eles farão um aporte inicial de R$ 600 milhões, além de mais R$ 313 milhões para amortizar empréstimos do clube. Por fim, a SAF ainda ficará responsável por quitar os débitos, mas receberá a transferência do Centro de Treinamento e a Arena MRV, nova casa do Galo.
A previsão para a entrada dos valores é em outubro, portanto, a expectativa é melhores para 2024. O prazo da SAF é de 30 anos, prorrogáveis por mais 30 após esse período.