Eis que após uma semana de muitas comemorações por conta da conquista da Taça Minas Gerais, lá no Parque do Sabiá
Eis que após uma semana de muitas comemorações por conta da conquista da Taça Minas Gerais, lá no Parque do Sabiá – que, a partir de então, é o Parque do Zebuzão – venho aqui fazer algumas ponderações.
As linhas e devaneios que você se dispõe a ler, não têm nenhum valor heurístico ou intenção de ofender, magoar ou estar acima da verdade. São apenas considerações básicas, querido leitor, sobre certas coisas que acontecem e as quais damos o nome de fatos. É bom lembrar, porém, o que nos diz o ditado popular: contra os fatos não há argumentos.
Um time sem títulos é um time que não tem histórias boas para contar. Não podemos, como torcedores, por exemplo, dizer que um time é grande por que em mil novecentos e bolinha o nosso clube de coração conquistou um título. Ainda que a torcida seja enorme e apaixonada e o clube consiga atrair torcedores por causa do seu passado glorioso, sem ganhar títulos, não se acrescenta nada de positivo à história do clube. Não estou dizendo que devemos torcer apenas para o time que está ganhando. Não é isso. Estou dizendo que deve haver coerência ao se falar de grandeza. Os grandes, isso sim, são aqueles que conquistam algo relevante.
Ora, podem até me xingar e discordarem de mim – afinal, toda unanimidade é burra – mas, o Atlético-MG, por exempl ganhou um Campeonato Brasileiro em 1971 e depois disso, mais nada. Afinal, ganhar Campeonato Mineiro não passa de obrigação por parte do Galo e da Raposa. Além de terem estrutura melhor, mais dinheiro e patrocínios, a Federação Mineira ainda faz o obséquio de sempre beneficiá-los na hora de organizar regulamentos e tabelas. Copa Conmebol, torneios com quatro times... Isso também não levo em consideração.
Por isso, atualmente (eu disse: atualmente) em Minas – desculpem-me os torcedores do Atlético, time pelo qual tenho grande simpatia – o Cruzeiro é maior se formos levar em consideração as suas conquistas. Afinal, eles conquistaram o Brasileiro em 2003 e quatro vezes a Copa do Brasil (93, 96, 2000 e 2003) e, para não dizer que não falei de um título internacional, ainda tem a Libertadores de (76 e 97).
São fatos, raro leitor.
Assim acontece com todos os times “grandes”. O Flamengo, por exemplo, cansou de ganhar títulos na década de 1980. Ganhou Brasileiros, Libertadores, Mundial e, após o título nacional de 1992, ganhou traços semelhantes aos de um vulcão inativo. Só voltou a ter uma erupção em 2006, quando ganhou o Bi da Copa do Brasil. Depois, meu amigo, foram quatorze anos sem nada, a não ser títulos cariocas. Só no ano passado, ao conquistar de forma magistral o Brasileirão, o Flamengo voltou a ser vitorioso, de fato, e fazer história.
Ainda que muitos discordem, os torcedores do São Paulo, que ganhou os Brasileiros de 2006, 2007 e 2008, sabem muito bem do que estou falando. Aliás, até quem não é torcedor do Tricolor Paulista sabe disso.
Ganhar títulos é essencial. Não dá para viver apenas das lembranças de passados distantes e de conquistas quase esquecidas. É preciso ser vencedor sempre. No futebol, não há história sem glória. E glória, no futebol, queira você ou não, é sinônimo de título!