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Eis que após uma semana de muitas comemorações por conta da conquista da Taça Minas Gerais, lá no Parque do Sabiá

Publicado em 03/12/2010 às 00:04Atualizado em 20/12/2022 às 02:53
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Eis que após uma semana de muitas comemorações por conta da conquista da Taça Minas Gerais, lá no Parque do Sabiá – que, a partir de então, é o Parque do Zebuzão – venho aqui fazer algumas ponderações.

As linhas e devaneios que você se dispõe a ler, não têm nenhum valor heurístico ou intenção de ofender, magoar ou estar acima da verdade. São apenas considerações básicas, querido leitor, sobre certas coisas que acontecem e as quais damos o nome de fatos. É bom lembrar, porém, o que nos diz o ditado popular: contra os fatos não há argumentos.

Um time sem títulos é um time que não tem histórias boas para contar. Não podemos, como torcedores, por exemplo, dizer que um time é grande por que em mil novecentos e bolinha o nosso clube de coração conquistou um título. Ainda que a torcida seja enorme e apaixonada e o clube consiga atrair torcedores por causa do seu passado glorioso, sem ganhar títulos, não se acrescenta nada de positivo à história do clube. Não estou dizendo que devemos torcer apenas para o time que está ganhando. Não é isso. Estou dizendo que deve haver coerência ao se falar de grandeza. Os grandes, isso sim, são aqueles que conquistam algo relevante.

Ora, podem até me xingar e discordarem de mim – afinal, toda unanimidade é burra – mas, o Atlético-MG, por exempl ganhou um Campeonato Brasileiro em 1971 e depois disso, mais nada. Afinal, ganhar Campeonato Mineiro não passa de obrigação por parte do Galo e da Raposa. Além de terem estrutura melhor, mais dinheiro e patrocínios, a Federação Mineira ainda faz o obséquio de sempre beneficiá-los na hora de organizar regulamentos e tabelas. Copa Conmebol, torneios com quatro times... Isso também não levo em consideração.

Por isso, atualmente (eu disse: atualmente) em Minas – desculpem-me os torcedores do Atlético, time pelo qual tenho grande simpatia – o Cruzeiro é maior se formos levar em consideração as suas conquistas. Afinal, eles conquistaram o Brasileiro em 2003 e quatro vezes a Copa do Brasil (93, 96, 2000 e 2003) e, para não dizer que não falei de um título internacional, ainda tem a Libertadores de (76 e 97).

São fatos, raro leitor.

Assim acontece com todos os times “grandes”. O Flamengo, por exemplo, cansou de ganhar títulos na década de 1980. Ganhou Brasileiros, Libertadores, Mundial e, após o título nacional de 1992, ganhou traços semelhantes aos de um vulcão inativo. Só voltou a ter uma erupção em 2006, quando ganhou o Bi da Copa do Brasil. Depois, meu amigo, foram quatorze anos sem nada, a não ser títulos cariocas. Só no ano passado, ao conquistar de forma magistral o Brasileirão, o Flamengo voltou a ser vitorioso, de fato, e fazer história.

Ainda que muitos discordem, os torcedores do São Paulo, que ganhou os Brasileiros de 2006, 2007 e 2008, sabem muito bem do que estou falando. Aliás, até quem não é torcedor do Tricolor Paulista sabe disso.

Ganhar títulos é essencial. Não dá para viver apenas das lembranças de passados distantes e de conquistas quase esquecidas. É preciso ser vencedor sempre. No futebol, não há história sem glória. E glória, no futebol, queira você ou não, é sinônimo de título!

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